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Política Nacional

Flávio Bolsonaro pede a Marco Rubio que EUA evitem novas tarifas contra o Brasil

Pré-candidato do PL à Presidência manifesta preocupação com impacto econômico e reforça parceria bilateral em carta oficial ao governo americano.

Flávio Bolsonaro pede a Marco Rubio que EUA evitem novas tarifas contra o Brasil - tarifas dos EUA ao Brasil

Flávio Bolsonaro pede a Marco Rubio que EUA evitem novas tarifas contra o Brasil - tarifas dos EUA ao Brasil

Pré-candidato do PL à Presidência manifesta preocupação com impacto econômico e reforça parceria bilateral em carta oficial ao governo americano.

O senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato do PL à Presidência da República, enviou uma carta ao secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, solicitando que Washington não aplique novas tarifas ao Brasil, diante da atual crise fiscal e econômica enfrentada pelo país.

Em um ofício dirigido ao secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) expressou preocupação com a possibilidade de imposição de novas tarifas comerciais contra o Brasil. O documento, redigido em inglês e tornado público nesta sexta-feira (2), ressalta a delicada situação econômica brasileira, marcada por uma dívida pública que ultrapassa 80% do Produto Interno Bruto (PIB) e altos índices de inadimplência entre cidadãos e empresas.

Flávio Bolsonaro destacou que a dívida bruta do governo geral atingiu R$ 10,4 trilhões em abril, o que representa o maior patamar desde a pandemia, com projeção de chegar a 83,7% do PIB até o final de 2026. Ele também chamou atenção para os déficits primários nas contas públicas e os pagamentos recordes de juros da dívida. No âmbito social, o senador apontou que 81,7 milhões de brasileiros estão inadimplentes, quase metade da população adulta, enquanto o setor empresarial enfrenta um número recorde de recuperações judiciais, totalizando 2.466 empresas em 2025, além de 8,7 milhões de contribuintes empresariais inadimplentes no início deste ano.

Diante desse cenário, Flávio Bolsonaro argumenta que a implementação de tarifas adicionais prejudicaria ainda mais a população brasileira, que vê os Estados Unidos como um parceiro estratégico. Ele solicitou formalmente que o governo americano suspenda a imposição das tarifas recomendadas pelo Escritório do Representante Comercial dos EUA, cujo processo está em fase de consulta pública e pode culminar em medidas efetivas a partir de julho.

Além disso, o senador agradeceu a decisão dos Estados Unidos de classificar as facções criminosas brasileiras Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. Segundo ele, essa medida é um passo importante para combater redes de tráfico de drogas, armas e lavagem de dinheiro que ultrapassam as fronteiras brasileiras, afetando também os EUA.

Flávio Bolsonaro conclui a carta reafirmando sua confiança na vitória nas eleições presidenciais de outubro e se coloca à disposição para iniciar imediatamente negociações comerciais que fortaleçam a relação bilateral, pautadas em mercados livres, respeito mútuo e aliança estratégica. Ele finaliza com votos de bênçãos para ambos os países.

Contexto

A carta foi enviada em um momento em que o governo dos Estados Unidos avalia a aplicação de tarifas contra o Brasil, como parte de uma investigação conduzida pelo Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR) sob a Seção 301, que permite medidas comerciais em resposta a práticas consideradas injustas. O Brasil enfrenta desafios econômicos significativos, com crescimento da dívida pública e aumento da inadimplência, agravados por um cenário global incerto. Paralelamente, a inclusão do PCC e do Comando Vermelho na lista de grupos terroristas pelos EUA representa uma mudança estratégica na cooperação bilateral no combate ao crime organizado transnacional.

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