Política Nacional

Flávio Bolsonaro pede a Trump para evitar tarifas de 25% sobre produtos brasileiros

Senador e pré-candidato à Presidência defende empresas brasileiras e critica governo Lula após proposta de tarifa americana

Senador e pré-candidato à Presidência defende empresas brasileiras e critica governo Lula após proposta de tarifa americana

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, afirmou ter solicitado ao ex-presidente dos EUA, Donald Trump, que evite a aplicação de tarifas de 25% sobre produtos brasileiros, proposta pelo Escritório de Comércio dos Estados Unidos.

Nesta terça-feira (2), Flávio Bolsonaro comentou a proposta do Escritório de Comércio dos Estados Unidos que sugere a aplicação de uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros. A medida é resultado de uma investigação que aponta práticas do governo brasileiro que prejudicariam o comércio norte-americano, citando como exemplos o uso do PIX, desmatamento ilegal e falhas na aplicação de leis anticorrupção.

Na semana anterior, Flávio esteve em Washington, onde se reuniu com Donald Trump, o vice-presidente Mike Pence e o secretário de Estado Marco Rubio. Durante esses encontros, ele fez um pedido explícito para que as empresas brasileiras não fossem afetadas por essas tarifas.

“Nas três reuniões que tivemos, pedi expressamente que não taxem as empresas brasileiras”, declarou Flávio em entrevista à Rádio Itatiaia, de Minas Gerais. Ele ressaltou que a proposta ainda é uma sugestão e que, caso implementada, entraria em vigor a partir de julho, dando tempo para negociações.

O senador também aproveitou para criticar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), seu adversário nas eleições de outubro. Segundo Flávio, a retaliação americana não seria contra as companhias brasileiras, mas sim uma resposta ao governo Lula. “Trump sabe que Lula se mobiliza para tirar o dólar como padrão internacional de comercialização entre os países. Isso é um tiro no coração dos Estados Unidos. Quem está sendo retaliado é o próprio Lula, que é visto como uma pessoa inconfiável e incompetente”, afirmou.

A proposta do Escritório de Comércio dos EUA surge após uma apuração que acusa o Brasil de práticas que oneram ou restringem o comércio americano, com foco em questões ambientais, tecnológicas e legais. O cenário político e econômico entre os dois países segue tenso, com a possibilidade de imposição de tarifas que podem impactar setores estratégicos da economia brasileira.

Flávio Bolsonaro, que busca a Presidência, tenta se posicionar como defensor dos interesses empresariais do Brasil no exterior, ao mesmo tempo em que critica a atual gestão federal. A expectativa é que o governo brasileiro negocie para evitar a aplicação das tarifas e minimizar os efeitos para as empresas nacionais.

Contexto

A proposta de tarifas de 25% sobre produtos brasileiros pelos Estados Unidos ocorre em meio a investigações comerciais que apontam práticas do governo brasileiro como prejudiciais ao comércio americano. O tema ganha relevância política, especialmente com as eleições presidenciais de 2026 no Brasil, onde Flávio Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva são principais candidatos. A questão envolve disputas comerciais, ambientais e geopolíticas, com o dólar em foco nas negociações internacionais.

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