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Política Nacional

Lula antecipa ida ao G7 na França para tentar encontro com Trump e negociar tarifas dos EUA

Presidente brasileiro quer esclarecer medidas tarifárias dos EUA e fortalecer relações bilaterais durante cúpula do G7 em Évian-les-Bains

Lula antecipa ida ao G7 na França para tentar encontro com Trump e negociar tarifas dos EUA - Lula no G7

Lula antecipa ida ao G7 na França para tentar encontro com Trump e negociar tarifas dos EUA - Lula no G7

Presidente brasileiro quer esclarecer medidas tarifárias dos EUA e fortalecer relações bilaterais durante cúpula do G7 em Évian-les-Bains

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva antecipou sua participação na cúpula do G7, marcada para 15 a 17 de junho na França, com o objetivo de garantir um encontro bilateral com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para discutir tarifas aplicadas a produtos brasileiros.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) decidiu antecipar sua chegada à cúpula do G7, que ocorre em Évian-les-Bains, na região da Alta Saboia, França, para o domingo, 14 de junho, visando viabilizar uma reunião bilateral com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A estratégia do governo brasileiro é garantir a presença de Lula já no primeiro dia do evento, 15 de junho, diante da possibilidade de que Trump participe apenas da abertura da reunião, como ocorreu na edição anterior do G7, realizada no Canadá em 2025.

Fontes do governo brasileiro indicam que houve sinalização positiva da Casa Branca para uma conversa entre os dois líderes durante a cúpula. Lula pretende abordar diretamente as tarifas anunciadas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, buscando esclarecimentos sobre o apoio de Trump às recomendações de aumento tarifário feitas pelo embaixador Jamieson Greer, chefe do escritório comercial norte-americano.

O governo brasileiro avalia que a sobretaxa de 25%, justificada pelos EUA com base em supostas práticas comerciais desleais, ainda pode ser revertida por meio de negociações. Já a tarifa adicional de 12,5%, relacionada à alegação de insuficientes ações brasileiras contra o trabalho forçado, é vista como praticamente consolidada pela equipe de Lula. Essa sobretaxa serviria para recompor parte da tarifa global de 10% aplicada anteriormente pelo governo Trump e posteriormente suspensa pela Justiça americana.

Além da pauta tarifária, Lula pretende aproveitar a cúpula para fortalecer a imagem internacional do Brasil e ampliar o diálogo com os líderes dos sete países membros do G7: Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido. O Brasil participa como país convidado e terá acesso às sessões ampliadas do encontro.

A programação oficial prevê que o dia 15 será dedicado à chegada das delegações e à recepção oficial dos líderes, com jantares restritos aos membros permanentes. As principais sessões de debate ocorrerão no dia 16, incluindo discussões sobre desequilíbrios econômicos globais, seguidas pelas sessões de encerramento e coletivas de imprensa no dia 17.

Paralelamente, o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Márcio Elias Rosa, mantém negociações com o representante comercial dos EUA, Jamieson Greer. Uma reunião por videoconferência, inicialmente marcada para 11 de junho, foi adiada para 12 de junho. O Brasil apresentou uma lista de bens industriais para redução ou eliminação das tarifas de importação, com interesse especial em equipamentos hospitalares, que também seriam vantajosos para os Estados Unidos.

Outros temas, como tarifas sobre etanol e a moratória do comércio eletrônico na Organização Mundial do Comércio (OMC), são monitorados pelo governo brasileiro, que não descarta rever sua posição caso esses assuntos sejam incluídos em negociações comerciais mais amplas com os EUA. A moratória, que impede a cobrança de tarifas sobre transmissões eletrônicas internacionais, é considerada prioridade estratégica para Washington, especialmente para grandes empresas de tecnologia americanas.

O governo brasileiro acompanha com cautela a escalada de tensão entre Estados Unidos e Irã, que pode impactar a realização do encontro entre Lula e Trump durante a cúpula.

Contexto

A cúpula do G7 é um fórum anual que reúne os líderes das sete maiores economias avançadas do mundo para discutir questões políticas, econômicas e sociais globais. O Brasil participa como país convidado, buscando fortalecer sua presença internacional e ampliar parcerias estratégicas. As negociações comerciais entre Brasil e Estados Unidos têm sido tensas, especialmente após a imposição de tarifas adicionais por Washington, que o governo brasileiro tenta reverter por meio do diálogo diplomático e técnico.

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