Romeu Zema critica Flávio Bolsonaro por ligação com banqueiro Daniel Vorcaro e faz duras declarações sobre Bolsa Família
Ex-governador de Minas Gerais reforça críticas ao senador Flávio Bolsonaro e alerta para riscos do auxílio social sem contrapartidas.
Ex-governador de Minas Gerais reforça críticas ao senador Flávio Bolsonaro e alerta para riscos do auxílio social sem contrapartidas.
Em entrevista ao canal Brasil Paralelo, Romeu Zema, pré-candidato à Presidência pelo Novo, voltou a condenar a proximidade do senador Flávio Bolsonaro com o banqueiro Daniel Vorcaro e criticou o Bolsa Família, afirmando que o programa pode estar formando uma geração de pessoas sem iniciativa para o trabalho.
Romeu Zema, ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência da República pelo partido Novo, reafirmou suas críticas ao senador Flávio Bolsonaro (PL) devido à sua relação com o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. Em entrevista concedida ao canal Brasil Paralelo no YouTube, Zema questionou a postura do parlamentar e sua aproximação com Vorcaro, a quem classificou como “o maior banqueiro bandido do Brasil”. “Para mim, quem anda com bandido merece ser visto com cautela”, declarou o ex-governador, ressaltando que nunca manteve contato direto com Vorcaro, apesar de o pai do banqueiro ter doado R$ 1 milhão ao partido Novo em 2022, antes do início das investigações que envolvem Vorcaro.
Zema destacou que reside em Belo Horizonte, cidade natal de Vorcaro, e que nunca foi procurado pelo banqueiro para reuniões ou audiências. “Adivinha quantas vezes ele pediu audiência comigo? Zero”, afirmou. A crítica do pré-candidato se intensificou após a divulgação, em maio, de conversas entre Flávio Bolsonaro e Vorcaro, nas quais havia pedido de recursos para financiar o filme “Dark Horse”, que conta a história do presidente Jair Bolsonaro (PL). Na ocasião, Zema classificou o pedido como “imperdoável”, embora tenha posteriormente minimizado o episódio como “página virada”.
Além das críticas políticas, Zema abordou o programa Bolsa Família, expressando preocupação com o impacto social do benefício. Segundo ele, “milhões de homens” estariam rejeitando ofertas de emprego para continuar recebendo o auxílio, o que, na visão do ex-governador, estaria contribuindo para a formação de uma “geração de imprestáveis”. “Eles querem continuar recebendo o Bolsa Família e fazendo o que querem, de acordo com a conveniência deles”, afirmou, sugerindo a necessidade de mudanças no programa para estimular a inserção no mercado de trabalho.
Ao comentar sobre o ambiente político e a liberdade de expressão, Zema demonstrou apreensão com o que considera tentativas de censura judicial. Ele citou a derrubada de uma pesquisa de opinião que indicava queda na popularidade de Flávio Bolsonaro e mencionou uma investigação que envolve críticas a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). “Pela ação judicial que recebi, percebi que estão querendo me cercear”, disse. “Estamos vendo uma tentativa crescente de calar quem discorda, utilizando o poder judiciário como um instrumento de censura, mas eu vou continuar”, garantiu o pré-candidato.
Contexto
Romeu Zema, do partido Novo, foi governador de Minas Gerais e tem se posicionado como pré-candidato à Presidência da República nas eleições de 2026. Sua crítica à relação entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro ocorre em meio a investigações envolvendo o banqueiro, que é alvo de suspeitas relacionadas a práticas financeiras irregulares. O episódio do pedido de financiamento para o filme “Dark Horse” gerou repercussão política e debates sobre o financiamento de campanhas e produções ligadas a figuras políticas. Além disso, o Bolsa Família, programa social emblemático do Brasil, tem sido alvo de discussões sobre sua eficácia e possíveis reformulações para incentivar a inserção no mercado de trabalho.