Política Nacional

Romeu Zema mantém críticas a Flávio Bolsonaro após caso Banco Master e reforça posicionamento firme

Pré-candidato à Presidência, Zema não recua em críticas ao senador Flávio Bolsonaro, mesmo diante de apelos para afastamento político entre as siglas Novo e PL.

Pré-candidato à Presidência, Zema não recua em críticas ao senador Flávio Bolsonaro, mesmo diante de apelos para afastamento político entre as siglas Novo e PL.

O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência da República, Romeu Zema (Novo), reafirmou nesta quinta-feira (18) que não pretende recuar nas críticas direcionadas ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em razão da ligação do parlamentar com Daniel Vorcaro, empresário acusado de liderar um esquema bilionário de fraudes financeiras.

Em entrevista à rádio CBN Paraíba, Romeu Zema destacou que mantém sua avaliação crítica sobre pessoas que se aproximaram do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, atualmente preso e investigado pela Polícia Federal por suspeita de liderar um esquema de fraudes que pode atingir R$ 12 bilhões. “O que eu tinha de dizer, eu já disse. Eu falo que pau que bate em Chico bate em Francisco. Na minha opinião, quem se aproximou do banqueiro bandido tem de ser visto com reservas”, afirmou o político.

O desgaste entre Zema e Flávio Bolsonaro teve início em maio, após a divulgação de áudios e mensagens em que o senador aparece solicitando recursos financeiros a Vorcaro para financiar o filme “Dark Horse”, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro. O episódio gerou críticas públicas do ex-governador, que classificou a atitude como um “tapa na cara dos brasileiros de bem”.

Apesar de ter amenizado o tom em um primeiro momento, Zema voltou a criticar o senador no início de junho, durante entrevista ao canal Brasil Paralelo, reafirmando sua desaprovação à proximidade com Vorcaro. “Teria como eu aplaudir alguém que se aproxima do maior banqueiro bandido do Brasil? Eu acho que é difícil alguém querer aplaudir quem esteve, quem conviveu, com uma pessoa como ele”, declarou.

As declarações de Zema provocaram reação na família Bolsonaro. Eduardo Bolsonaro, deputado cassado e irmão de Flávio, sugeriu nas redes sociais um “rompimento geral” entre o partido Novo e o PL, evidenciando a tensão política entre as legendas.

O caso Banco Master ganhou repercussão nacional após reportagem do Intercept Brasil, em 13 de maio, que revelou a relação entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro, incluindo a suposta transferência de R$ 61 milhões para o senador. Investigações da Polícia Federal apuram se parte desses recursos teria sido utilizada para financiar campanhas eleitorais, inclusive do deputado Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos.

Flávio Bolsonaro nega irregularidades e afirma que o investimento foi privado, ocorrido em uma época em que buscava investidores para o projeto do filme. “Não tenho que justificar nada para ninguém. Foi uma época lá atrás, quando buscava investidor. Ele topou fazer um investimento privado e não tem nada além disso”, disse o senador em 15 de maio.

O episódio evidencia a crescente polarização no cenário político brasileiro, com repercussões diretas nas alianças e estratégias eleitorais para 2026. Enquanto Zema mantém seu posicionamento crítico, o PL tenta conter os efeitos negativos da controvérsia, que pode influenciar o desempenho dos pré-candidatos nas próximas eleições presidenciais.

Contexto

O caso envolvendo Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro ganhou destaque após a divulgação de áudios e mensagens que indicam pedido de recursos para financiar um filme sobre Jair Bolsonaro. Vorcaro, dono do Banco Master, está preso acusado de liderar um esquema bilionário de fraudes financeiras. A repercussão afetou alianças políticas, especialmente entre o partido Novo, representado por Romeu Zema, e o PL, sigla de Flávio Bolsonaro. As críticas públicas de Zema refletem um posicionamento ético diante das investigações, enquanto o PL busca minimizar os impactos negativos para seus pré-candidatos nas eleições de 2026.

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