Política Nacional

Flávio Bolsonaro afirma que Jair Bolsonaro lhe passará a faixa presidencial em 2027

Pré-candidato do PL reafirma apoio do ex-presidente e critica decisão de Alexandre de Moraes que limita contatos entre eles

Pré-candidato do PL reafirma apoio do ex-presidente e critica decisão de Alexandre de Moraes que limita contatos entre eles

Durante uma live em 13 de julho de 2026, Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência pelo PL, declarou que será seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, quem lhe passará a faixa presidencial na posse de janeiro de 2027, apesar das restrições judiciais impostas pelo Supremo Tribunal Federal.

O senador Flávio Bolsonaro (PL-SP), pré-candidato à Presidência da República nas eleições de outubro de 2026, afirmou nesta segunda-feira (13) que, caso seja eleito, receberá a faixa presidencial diretamente de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A cerimônia de posse está prevista para janeiro de 2027. A declaração foi feita durante uma transmissão ao vivo nas redes sociais, em que Flávio também criticou a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que proibiu novas visitas dele ao pai. Atualmente, Jair Bolsonaro cumpre prisão domiciliar após ser condenado pelo STF por tentativa de golpe de Estado, com pena de 27 anos e 3 meses de reclusão. Além disso, o ex-presidente está impedido de utilizar redes sociais, direta ou indiretamente, inclusive por intermédio de terceiros. A suspensão das visitas de Flávio a Jair Bolsonaro foi determinada por Moraes por 90 dias, após o senador ter lido uma carta escrita pelo ex-presidente em apoio à sua pré-candidatura durante uma live no último sábado (11). O ministro entendeu que a divulgação da carta violou a decisão judicial que proíbe o ex-presidente de se manifestar nas redes sociais. Flávio Bolsonaro contestou a medida e acusou Moraes de tentar interferir no processo eleitoral, buscando isolar politicamente o ex-presidente. “O presidente Bolsonaro é que vai colocar a faixa de presidente em mim em janeiro do ano que vem. Anota aí. Vocês vão ver essa cena. Em nome de Jesus vocês vão ver essa cena”, afirmou o senador. Pela tradição, o antecessor do presidente eleito é quem entrega a faixa na cerimônia de posse. No entanto, em 2023, Jair Bolsonaro não participou da posse de Luiz Inácio Lula da Silva, pois estava nos Estados Unidos. Durante a live, Flávio também manifestou confiança na reversão da situação jurídica do pai e reforçou seu compromisso de “resgatar o Brasil” caso seja eleito. Ele mencionou ainda os condenados pela Justiça por envolvimento na tentativa de golpe de Estado de janeiro de 2023, afirmando que pretende honrar o ex-presidente e os “perseguidos do 8 de janeiro”. A carta divulgada por Jair Bolsonaro destacou Flávio como seu “porta-voz” e pediu que diferenças políticas sejam deixadas de lado para fortalecer a candidatura do filho. O episódio intensifica o embate entre o ex-presidente e o Supremo Tribunal Federal, especialmente com o ministro Alexandre de Moraes, responsável pelas decisões que restringem a atuação política e o contato do ex-presidente com aliados. A disputa judicial e política ocorre em meio à preparação para as eleições presidenciais de 2026, cenário que segue polarizado e marcado por decisões judiciais que impactam diretamente os candidatos e seus apoiadores.

Contexto

Jair Bolsonaro foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal por tentativa de golpe de Estado, recebendo pena de 27 anos e 3 meses de prisão, cumprida em regime domiciliar. Entre as medidas cautelares impostas pelo STF está a proibição de utilização de redes sociais, diretamente ou por intermédio de terceiros, o que motivou a suspensão das visitas de Flávio Bolsonaro ao pai após a divulgação de uma carta de apoio à pré-candidatura do senador. A decisão do ministro Alexandre de Moraes visa evitar que Jair Bolsonaro utilize terceiros para se manifestar politicamente, em um contexto de alta tensão política e judicial no país. A tradição presidencial determina que o antecessor entregue a faixa ao novo presidente na posse, mas isso não ocorreu em 2023, quando Lula assumiu, pois Jair Bolsonaro estava nos Estados Unidos.

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