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Política Nacional

Alckmin reafirma negociação com EUA após tarifa de 25% sobre produtos brasileiros

Brasil mantém diálogo com Estados Unidos após anúncio de novo tarifaço sobre exportações brasileiras, afirma vice-presidente Geraldo Alckmin.

Alckmin reafirma negociação com EUA após tarifa de 25% sobre produtos brasileiros - tarifa dos EUA sobre produtos brasileiros

Alckmin reafirma negociação com EUA após tarifa de 25% sobre produtos brasileiros - tarifa dos EUA sobre produtos brasileiros

Brasil mantém diálogo com Estados Unidos após anúncio de novo tarifaço sobre exportações brasileiras, afirma vice-presidente Geraldo Alckmin.

O vice-presidente Geraldo Alckmin declarou nesta sexta-feira (17) que o Brasil permanece na mesa de negociação com os Estados Unidos, mesmo após a confirmação da sobretaxa de 25% imposta a diversos produtos brasileiros pelo governo norte-americano.

Em entrevista ao programa Mais, da Globonews, Geraldo Alckmin classificou a nova tarifa americana como “injusta e descabida”, ressaltando que os Estados Unidos possuem superávit comercial na relação bilateral, enquanto o Brasil acumula déficit. “A medida é injusta porque eles têm superávit conosco. Quem deveria aumentar a tarifa somos nós”, afirmou o vice-presidente. Alckmin destacou que o governo brasileiro continua defendendo o livre comércio e as regras da Organização Mundial do Comércio (OMC), reforçando a importância de manter o diálogo aberto com os EUA para proteger os interesses nacionais.

Segundo Alckmin, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva orienta o governo a ouvir os setores produtivos afetados pela medida e a buscar novos mercados para as exportações brasileiras, estratégia que, segundo ele, tem apresentado resultados positivos. Ainda na sexta-feira, Lula evitou comentar diretamente o tarifaço, afirmando que só se manifestará após pronunciamento do presidente Donald Trump. Durante visita à Carreta da Saúde da Mulher, no Rio de Janeiro, o presidente ressaltou que não permitirá que a população brasileira seja enganada pelos Estados Unidos.

A sobretaxa de 25% sobre produtos brasileiros foi anunciada pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) na quarta-feira (15) e entrará em vigor a partir de 22 de julho. A decisão decorre de uma investigação de um ano baseada na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, que permite ao governo americano combater barreiras comerciais estrangeiras.

Apesar da aplicação da tarifa, alguns produtos foram excluídos da taxação, incluindo petróleo, café, carne bovina, aeronaves e celulose, considerados sensíveis para a economia americana. Por outro lado, itens como etanol, máquinas agrícolas e papel terão a sobretaxa aplicada. O governo brasileiro também aguarda a conclusão de outra investigação sobre o uso de trabalho forçado na produção de mercadorias importadas pelos EUA, que pode resultar em uma tarifa adicional de 12,5%. O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, informou que a decisão sobre essa possível sobretaxa será divulgada na próxima semana, esclarecendo se será cumulativa à tarifa de 25% já anunciada.

Contexto

A imposição de tarifas adicionais pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros ocorre em um momento de tensões comerciais globais, com o governo americano utilizando a Seção 301 da Lei de Comércio de 1974 para investigar práticas consideradas desleais. O Brasil, que mantém déficit comercial com os EUA, busca equilibrar a relação por meio do diálogo e da diversificação de mercados, enquanto acompanha as investigações relacionadas a trabalho forçado e outras questões comerciais.

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