Convenções partidárias iniciam com indefinição nos vices de Flávio Bolsonaro e Romeu Zema para 2026
Enquanto Lula, Caiado e Renan Santos já definiram seus vices, Flávio Bolsonaro e Zema intensificam negociações para compor suas chapas presidenciais.
Enquanto Lula, Caiado e Renan Santos já definiram seus vices, Flávio Bolsonaro e Zema intensificam negociações para compor suas chapas presidenciais.
O período de convenções partidárias para as eleições presidenciais de 2026 começou nesta segunda-feira (20), com destaque para a indefinição dos candidatos a vice nas chapas de Flávio Bolsonaro (PL) e Romeu Zema (Novo), que ainda buscam alianças estratégicas para consolidar suas candidaturas até o prazo final em 5 de agosto.
A temporada oficial de convenções partidárias para a disputa presidencial de 2026 teve início em 20 de julho, com alguns pré-candidatos já confirmando seus vices, enquanto outros ainda mantêm indefinições. Dos cinco principais nomes na corrida ao Palácio do Planalto, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Ronaldo Caiado (PSD) e Renan Santos (Missão) já oficializaram seus companheiros de chapa. Por outro lado, Flávio Bolsonaro (PL) e Romeu Zema (Novo) permanecem em negociações para definir seus vices, buscando ampliar suas bases de apoio antes do prazo final para registro das candidaturas, que é 15 de agosto.
Flávio Bolsonaro tem focado em ampliar sua aceitação, especialmente entre o eleitorado feminino, segmento em que apresenta menor apoio. Na semana anterior ao início das convenções, o senador reafirmou sua preferência por uma mulher como candidata a vice, citando nomes como Daniella Marques e Simone Marchetto. Em conversa recente com a deputada federal Simone Marchetto (PP-SP), Bolsonaro indicou interesse em tê-la na chapa, condicionado ao apoio do Progressistas (PP), liderado nacionalmente pelo senador Ciro Nogueira (PI).
Entretanto, a federação União Progressista, formada por PP e União Brasil, demonstra tendência à neutralidade na disputa presidencial, o que pode liberar os diretórios estaduais para apoios diversos. Para tentar reverter essa posição, Flávio Bolsonaro participa da convenção estadual da federação em São Paulo, onde deve discursar e tentar conquistar o apoio dos dirigentes locais.
Paralelamente, o senador mantém diálogo com o Republicanos, partido que também sinaliza neutralidade, mas não descartou negociações. Conforme reportado pela coluna de Lauro Jardim, do jornal “O Globo”, o Republicanos condiciona eventual apoio a Flávio Bolsonaro a um compromisso do senador de disputar apenas um mandato presidencial, abrindo espaço para o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), em 2030. Nesse cenário, Daniella Marques, ligada ao Republicanos, seria a principal candidata à vice. Além disso, o partido teria interesse na indicação do presidente da legenda, Marcos Pereira, ao Supremo Tribunal Federal (STF), caso Bolsonaro seja eleito. O Republicanos, entretanto, negou formalmente qualquer acordo ou negociação nesse sentido.
A indefinição da chapa de Flávio ocorre em meio a desafios recentes, como a crise envolvendo o caso Dark Horse e o rompimento com Michelle Bolsonaro. Valdemar Costa Neto, presidente do PL, afirmou que as conversas para a escolha do vice continuam e que os critérios para o cargo são carisma, prestígio e capacidade de atrair votos.
No caso de Romeu Zema, ex-governador de Minas Gerais, a definição do vice também está em aberto. No sábado (18), Zema manifestou interesse em ter Michelle Bolsonaro (PL) como vice, proposta que foi rejeitada pela ex-primeira-dama em postagem nas redes sociais. Anteriormente, Geraldo Rufino (Podemos) era o nome mais cotado para a vaga, mas a possibilidade perdeu força após o partido sinalizar que ele deve disputar uma cadeira no Senado por São Paulo.
Zema afirmou que a escolha do vice depende da direção nacional do Novo e das alianças partidárias ainda em negociação. A definição da chapa é vista como fundamental para ampliar o alcance eleitoral e conquistar apoios estratégicos.
Enquanto isso, os pré-candidatos Lula, Caiado e Renan Santos já oficializaram seus vices. Lula repetirá a dobradinha com Geraldo Alckmin (PSB), Caiado terá Gilberto Kassab (PSD) como vice, mantendo uma chapa “puro-sangue” do PSD, e Renan Santos anunciou o militar da reserva Aroldo Medina como seu companheiro de chapa.
O período para realização das convenções vai até 5 de agosto, e o prazo para registro das candidaturas na Justiça Eleitoral é 15 de agosto. As decisões tomadas nesse período serão determinantes para o cenário eleitoral que se desenha para outubro de 2026.
Contexto
As convenções partidárias são etapas fundamentais no processo eleitoral brasileiro, pois oficializam candidaturas, definem vices e consolidam alianças políticas. Para as eleições presidenciais de 2026, o prazo para realização das convenções vai até 5 de agosto, e as candidaturas devem ser registradas até 15 de agosto. A definição dos vices é estratégica para ampliar o alcance das chapas e garantir apoios importantes. A indefinição nas chapas de Flávio Bolsonaro e Romeu Zema reflete as negociações complexas e as articulações políticas em curso, em um cenário marcado por alianças federativas e interesses partidários divergentes.