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Política Nacional

Flávio Bolsonaro questiona urnas eletrônicas em encontro com diplomatas, apesar de desmentidos do TSE

Pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro afirmou que urnas brasileiras teriam ligação com empresa venezuelana, tese rebatida oficialmente pelo TSE.

Flávio Bolsonaro questiona urnas eletrônicas em encontro com diplomatas, apesar de desmentidos do TSE

Flávio Bolsonaro questiona urnas eletrônicas em encontro com diplomatas, apesar de desmentidos do TSE

Pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro afirmou que urnas brasileiras teriam ligação com empresa venezuelana, tese rebatida oficialmente pelo TSE.

Em encontro com representantes de quase 50 países, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez declarações questionando a segurança das urnas eletrônicas brasileiras, citando suposta relação com empresa venezuelana, argumento que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) já desmentiu formalmente.

Nesta terça-feira (21), durante o evento “Debatendo o Brasil”, promovido pela Novo Selo Comunicação em parceria com o The Brazilian Report, o senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência da República, levantou suspeitas sobre as urnas eletrônicas utilizadas nas eleições brasileiras. Ele afirmou que muitas das máquinas usadas no Brasil teriam origem na mesma empresa venezuelana Smartmatic, apontando ainda um relatório da CIA que indicaria envolvimento da companhia em fraudes eleitorais na Venezuela em 2012.

“Não vou entrar em mais detalhes, mas só para deixar registrado que muitas dessas máquinas que são utilizadas nas eleições brasileiras são da mesma empresa”, declarou o senador. Ele também mencionou denúncias do governo americano sobre vulnerabilidades no sistema eletrônico de votação venezuelano, com base em documentos da CIA.

Entretanto, o Tribunal Superior Eleitoral já esclareceu que as urnas brasileiras não são fornecidas pela Smartmatic. Em nota atualizada em 8 de julho de 2026, o TSE reforça que todo o desenvolvimento e gestão do sistema eleitoral eletrônico são realizados exclusivamente pela Justiça Eleitoral do Brasil. A empresa venezuelana, segundo o tribunal, apenas prestou serviços de treinamento técnico e operacional, sem envolvimento na fabricação ou programação das urnas.

Além disso, o TSE destaca que o sistema eletrônico brasileiro utiliza comunicação criptografada e isolada de redes públicas, como a internet, e que, em mais de 20 anos, nunca houve comprovação de fraudes ou manipulação dos resultados eleitorais.

Durante sua fala, Flávio Bolsonaro afirmou não estar questionando o sistema de votação, mas pediu que os países enviem um maior número de observadores eleitorais para as eleições brasileiras, incluindo especialistas em tecnologia eleitoral, para assegurar a transparência e segurança do processo.

O tribunal também esclareceu que a Smartmatic participou de licitação para fabricação de urnas em 2020, mas foi derrotada pela empresa Positivo. A companhia venezuelana prestou serviços pontuais de conexão de dados e voz, sem envolvimento no desenvolvimento ou operação das urnas.

As declarações de Flávio Bolsonaro ecoam as críticas feitas pelo ex-presidente Jair Bolsonaro em julho de 2022, quando, em evento com embaixadores, questionou a segurança das urnas eletrônicas sem apresentar provas. Na ocasião, o ex-presidente foi condenado pelo TSE por abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação, ficando inelegível até 2030.

Flávio defendeu que seu pai manifestava preocupações legítimas sobre o sistema eleitoral e que o objetivo era informar os representantes estrangeiros. O ex-presidente utilizou a estrutura oficial do Palácio da Alvorada para apresentar suas alegações, que foram amplamente desmentidas por órgãos oficiais, incluindo o próprio TSE e a Polícia Federal.

O Tribunal Superior Eleitoral reforça a confiabilidade das urnas eletrônicas, ressaltando que o sistema é testado rigorosamente e que não há registro de qualquer fraude ou violação do sigilo do voto desde sua implantação em 1996.

Contexto

Desde a adoção das urnas eletrônicas em 1996, o Brasil consolidou um sistema eleitoral reconhecido pela transparência e segurança. Apesar disso, acusações infundadas sobre vulnerabilidades e fraudes têm sido levantadas por figuras políticas, especialmente membros da família Bolsonaro, que questionam a legitimidade do processo eleitoral. O TSE tem se posicionado de forma firme para desmentir essas alegações, garantindo a integridade do sistema e a confiança da população nas eleições.

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