Tereza Cristina recusa convite para vice de Flávio Bolsonaro na corrida ao Senado
PL busca vice entre partidos do Centrão, mas enfrenta resistências e negociações complicadas para composição da chapa
PL busca vice entre partidos do Centrão, mas enfrenta resistências e negociações complicadas para composição da chapa
A senadora Tereza Cristina (PP-MS) descartou o convite para integrar como candidata a vice-presidente a chapa do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que disputa a presidência da República. A decisão foi comunicada ao presidente do PL, Valdemar Costa Neto, em reunião realizada no dia 21 de julho.
O Partido Liberal (PL) intensifica esforços para formar uma chapa competitiva para a disputa presidencial, com o senador Flávio Bolsonaro como pré-candidato. No entanto, a busca por uma vice que represente os partidos do Centrão — União Brasil, Progressista (PP) e Republicanos — enfrenta obstáculos. A senadora Tereza Cristina, do PP de Mato Grosso do Sul e ex-ministra da Agricultura no governo Jair Bolsonaro, foi sondada para compor a chapa, mas recusou o convite. Segundo Valdemar Costa Neto, presidente do PL, Tereza Cristina informou que seu foco está na candidatura à presidência do Senado Federal em 2027, projeto que considera incompatível com participação na campanha presidencial. A convenção do PL para oficializar Flávio Bolsonaro como candidato à Presidência está marcada para 25 de julho, em São Paulo. O coordenador da campanha, senador Rogério Marinho (PL-RN), afirmou que o partido seguirá tentando alianças até o último momento, especialmente com a federação PP-União Brasil e o Republicanos. Com a negativa de Tereza Cristina, nomes do PP como as deputadas federais Simone Marchetto (SP) e Clarissa Tércio (PE) ganham força para a vaga de vice. No Republicanos, Daniella Marques, ex-presidente da Caixa Econômica Federal e assessora do ministro Paulo Guedes, é cotada para compor a chapa. A neutralidade dos partidos do Centrão, especialmente da federação União Brasil-PP, tem sido motivada por dificuldades regionais e desentendimentos políticos. O presidente do PP, senador Ciro Nogueira (PI), demonstra insatisfação com Flávio Bolsonaro por falta de apoio em investigações da Polícia Federal relacionadas a ele. Além disso, o Republicanos enfrenta resistência do PL em apoiar candidatos estaduais da legenda em locais como Roraima, Sergipe e Mato Grosso, o que dificulta a formação de alianças nacionais. O cenário político mostra que, apesar das tentativas do PL, a composição da chapa de Flávio Bolsonaro ainda está longe de ser definida, com negociações delicadas e interesses regionais impactando as decisões.
Contexto
A articulação política para as eleições presidenciais de 2026 no Brasil tem movimentado partidos do Centrão, que buscam fortalecer chapas competitivas. Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, é pré-candidato pelo PL e tenta consolidar alianças para ampliar sua base eleitoral. A senadora Tereza Cristina, que ganhou destaque como ministra da Agricultura no governo Bolsonaro, tem planos de disputar a presidência do Senado em 2027, o que a levou a recusar o convite para vice na chapa presidencial. O cenário político atual é marcado por disputas internas e resistências regionais, que dificultam a formação de coligações entre PL, PP, União Brasil e Republicanos.