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Política Nacional

Flávio Bolsonaro enfrenta impasse para definir vice e busca apoio de Republicanos e União-PP

PL negocia coligação para ampliar tempo de TV, mas resistência dos partidos aliados adia anúncio da vice na chapa presidencial de Flávio Bolsonaro.

Flávio Bolsonaro enfrenta impasse para definir vice e busca apoio de Republicanos e União-PP - Flávio Bolsonaro vice

Flávio Bolsonaro enfrenta impasse para definir vice e busca apoio de Republicanos e União-PP - Flávio Bolsonaro vice

PL negocia coligação para ampliar tempo de TV, mas resistência dos partidos aliados adia anúncio da vice na chapa presidencial de Flávio Bolsonaro.

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ainda não definiu quem será seu candidato a vice na chapa presidencial de 2026. O PL tenta atrair Republicanos e a federação União Brasil-Progressistas (União-PP), mas ambos os partidos sinalizam neutralidade nacional e autonomia para diretórios estaduais, adiando o anúncio oficial do vice até as convenções nacionais previstas para o dia 25 de julho.

A formação da chapa presidencial de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) segue em aberto, com negociações em andamento para garantir o apoio de Republicanos e da federação União Brasil-Progressistas (União-PP). O objetivo do PL é ampliar o tempo de propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão, fator que depende do tamanho das legendas coligadas. O coordenador da campanha de Flávio, senador Rogério Marinho (PL-RN), confirmou que a decisão sobre o nome do vice foi postergada para a convenção nacional do PL, marcada para 25 de julho.

No Republicanos, o nome mais cotado para compor a chapa é o da ex-presidente da Caixa Econômica Federal Daniella Marques, próxima a Flávio Bolsonaro. Entretanto, o partido condiciona o apoio a negociações estaduais, como o apoio do PL a candidaturas do Republicanos em governos locais, o que tem gerado resistência. Em Mato Grosso, por exemplo, o PL mantém a candidatura de Wellington Fagundes, mesmo com o Republicanos defendendo a reeleição do governador Otaviano Pivetta. Em Roraima, o Republicanos governa com Soldado Sampaio, enquanto o PL tenta manter candidatura própria, gerando impasse. No Acre, o Republicanos deseja lançar o senador Alan Rick ao governo com possível apoio do PL, que por sua vez sinaliza apoio à reeleição de Mailza Assis (PP). No Espírito Santo, há um acordo para que Lorenzo Pazolini (Republicanos) dispute o governo e apoie Maguinha Malta (PL) ao Senado, mas essa aliança afastou o PSD do Republicanos local.

Já a federação União-PP tem demonstrado preferência por manter neutralidade no primeiro turno da disputa presidencial. O foco da federação está na eleição de bancadas expressivas no Congresso Nacional. Em estados como Maranhão, onde o presidente Lula tem maior popularidade, a coligação com o PL é vista como pouco vantajosa. No Sul do país, onde o bolsonarismo tem mais força, interlocutores da federação apontam que Flávio Bolsonaro perdeu apoio devido a fatores como a alta de tarifas, que desagrada o setor produtivo. Apesar da neutralidade nacional, os diretórios estaduais da federação têm liberdade para definir apoios locais, como em São Paulo, onde Flávio recebeu apoio durante a convenção que confirmou Guilherme Derrite (PP-SP) ao Senado.

No Rio de Janeiro, reduto eleitoral do bolsonarismo, a campanha de Flávio Bolsonaro sofreu reveses recentes. O ex-prefeito de Nova Iguaçu, Rogério Lisboa (PP), desistiu de ser vice na chapa que apoia Douglas Ruas (PL). O PP estadual afirmou que a desistência foi por motivos pessoais e não descarta apoiar Ruas futuramente, mas não pretende indicar outro nome imediatamente. A decisão final sobre a coligação no estado depende de conversas com Antonio Rueda, presidente da federação União-PP. Além disso, o Republicanos confirmou a candidatura de Anthony Garotinho ao governo do Rio, com convenção marcada para 25 de julho.

As negociações refletem a complexidade de alianças políticas para as eleições de 2026, onde o PL busca fortalecer a candidatura de Flávio Bolsonaro com apoio de partidos de centro-direita, mas enfrenta resistência devido a interesses regionais e estratégias eleitorais distintas. A definição da chapa e das coligações deve ocorrer nas próximas semanas, com destaque para as convenções nacionais e estaduais que oficializarão os apoios e candidaturas.

Contexto

As eleições presidenciais de 2026 no Brasil estão em fase inicial de articulações partidárias. O senador Flávio Bolsonaro, do PL, busca consolidar sua candidatura com uma chapa competitiva, o que inclui a escolha do vice e a formação de coligações com partidos de centro-direita como Republicanos e a federação União Brasil-Progressistas. A disputa envolve negociações complexas que consideram tanto o cenário nacional quanto as candidaturas estaduais, fundamentais para garantir tempo de propaganda eleitoral e apoio político. A definição das chapas e alianças será oficializada nas convenções partidárias previstas para o final de julho.

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