CGU suspende oito servidores por uso de certificados falsos de vacina contra Covid-19
Punições variam entre 32 e 47 dias e envolvem servidores de universidades e órgãos federais que usaram documentos falsificados para viagens e acesso a locais.
Punições variam entre 32 e 47 dias e envolvem servidores de universidades e órgãos federais que usaram documentos falsificados para viagens e acesso a locais.
A Controladoria-Geral da União (CGU) aplicou suspensão a oito servidores federais que apresentaram ou utilizaram certificados falsos de vacinação contra a Covid-19. As penalidades, publicadas no Diário Oficial da União em 23 de julho de 2026, resultaram de processos administrativos que comprovaram a irregularidade.
Oito servidores públicos federais foram punidos com suspensão de suas funções por períodos que variam de 32 a 47 dias, após terem sido identificados utilizando certificados falsos de vacinação contra a Covid-19. A decisão foi oficializada na edição do Diário Oficial da União do dia 23 de julho de 2026, com base em Processos Administrativos Disciplinares (PAD) conduzidos pela Controladoria-Geral da União (CGU).
Durante o auge da pandemia, o comprovante de vacinação tornou-se requisito obrigatório para acesso a determinados ambientes e para viagens nacionais e internacionais. Para burlar essa exigência, alguns servidores recorreram à obtenção e uso de documentos falsificados.
Entre os servidores punidos estão um professor da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (Ufersa), que apresentou o certificado falso à instituição; um estatístico da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio), que utilizou o documento fraudulento em uma viagem ao Canadá; uma analista tributária da Receita Federal, que admitiu nunca ter se vacinado e usou o certificado falso para viajar à Itália; e uma auxiliar de enfermagem do Hospital Federal da Lagoa (HFL), no Rio de Janeiro, que apresentou o documento falso ao hospital.
Os processos concluíram que os servidores infringiram deveres previstos em lei, incluindo a observância das normas legais e a manutenção de conduta compatível com a moralidade administrativa.
Segundo informações obtidas pela TV Globo, parte dos servidores envolvidos pagou entre R$ 400 e R$ 800 para obter os certificados falsos.
Este caso reforça a importância do combate a fraudes relacionadas à vacinação durante a pandemia. Um episódio de grande repercussão foi o do ex-presidente Jair Bolsonaro, que, apesar de afirmar não ter se vacinado contra a Covid-19, teve doses registradas em seu nome. A CGU e a Polícia Federal investigaram a fraude, mas em março de 2025 o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes determinou o arquivamento do inquérito, atendendo a pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR), que não encontrou provas de que Bolsonaro tenha solicitado o registro falso.
Contexto
Desde o início da pandemia de Covid-19, a comprovação de vacinação tornou-se uma exigência para circulação em diversos espaços públicos e privados, além de viagens internacionais. A falsificação de certificados de vacinação passou a ser um problema enfrentado por órgãos públicos, que intensificaram investigações para coibir fraudes. A Controladoria-Geral da União (CGU) tem atuado na apuração de irregularidades envolvendo servidores federais. Casos de uso de documentos falsos são tratados com rigor, pois comprometem a credibilidade das políticas públicas de saúde e a segurança coletiva.