Política Nacional

Ronaldo Caiado oficializa candidatura à Presidência pelo PSD e critica corrupção na política brasileira

Candidato do PSD à Presidência afirma que corrupção não tem lado e se apresenta como alternativa à polarização entre Lula e Bolsonaro.

Candidato do PSD à Presidência afirma que corrupção não tem lado e se apresenta como alternativa à polarização entre Lula e Bolsonaro.

Durante convenção nacional do PSD em São Paulo, Ronaldo Caiado oficializou sua candidatura à Presidência da República em 2026, criticando a corrupção tanto na esquerda quanto na direita e destacando sua proposta como solução para a polarização política atual.

No último domingo (26), em São Paulo, Ronaldo Caiado confirmou sua candidatura à Presidência da República pelo PSD, durante a convenção nacional do partido. Em entrevista coletiva, o governador de Goiás e candidato do PSD destacou que a corrupção não distingue ideologias políticas, afirmando que “quem rouba com a mão esquerda ou com a mão direita é ladrão”. Ao responder sobre a possibilidade de Flávio Bolsonaro ser o único representante da direita nas eleições, Caiado reforçou que não se pode eleger alguém que tenha que dedicar mais tempo a explicar sua vida do que a defender os interesses da população.

De acordo com a pesquisa Datafolha mais recente, o presidente Lula lidera as intenções de voto com 40%, seguido por Flávio Bolsonaro, do PL, com 32%, enquanto Caiado aparece com 4%. Em um cenário de segundo turno entre Lula e Caiado, o petista tem 47% contra 40% do candidato do PSD.

Apesar dos números, Caiado demonstrou confiança em avançar para o segundo turno e se posicionar como a opção mais forte para derrotar Lula. Ele ressaltou que os debates eleitorais serão decisivos para que o eleitor perceba as diferenças entre os candidatos, criticando a polarização atual entre Lula e Bolsonaro como uma disputa motivada por vaidade e poder, sem resultados concretos para a população.

Durante a pré-campanha, Caiado percorreu diversas regiões do país e apontou um clima favorável à sua candidatura, especialmente no Sul, Sudeste e Nordeste. Ele destacou um desencanto no Nordeste com o PT, mencionando que muitos eleitores não viram melhorias após várias eleições do partido, o que, segundo ele, pode reduzir a vantagem de Lula nessas regiões.

Gilberto Kassab, presidente nacional do PSD e candidato a vice na chapa de Caiado, comentou sobre o posicionamento do partido em relação ao centrão. Kassab afirmou que o PSD não deseja se comprometer nem com o bolsonarismo nem com o petismo, diferentemente de outros partidos do centrão como União Brasil e MDB, que, segundo ele, já estão alinhados com essas forças políticas. Ele também garantiu que a candidatura de Caiado terá palanques em todos os estados, citando alinhamentos estratégicos em locais como Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Distrito Federal.

Sobre os palanques regionais, Kassab reconheceu que há situações em que candidatos a governador apoiam outros nomes para a Presidência. Em São Paulo, por exemplo, o governador Tarcísio de Freitas, filiado ao Republicanos, apoia Flávio Bolsonaro, mas Kassab assegurou que Caiado será o vencedor para presidente no estado. No Rio de Janeiro, onde Eduardo Paes, do PSD, apoia Lula para presidente, Kassab destacou a importância da eleição de Paes para governador e de Caiado para presidente, ressaltando a necessidade de evitar que o Brasil siga o exemplo da crise enfrentada pelo estado. Em Pernambuco, apesar de Raquel Lyra, do PSDB, apoiar Lula, o PSD mantém um palanque sólido para Caiado à Presidência e para Raquel ao governo estadual.

A convenção do PSD marcou o lançamento oficial da candidatura de Ronaldo Caiado, que busca apresentar-se como alternativa à polarização política entre Lula e Bolsonaro, enfatizando ética, combate à corrupção e foco nas necessidades da população.

Contexto

Ronaldo Caiado, governador de Goiás, oficializou sua candidatura à Presidência da República pelo PSD em 26 de julho de 2026, em São Paulo. A disputa eleitoral de 2026 tem Lula como líder nas pesquisas, seguido por Flávio Bolsonaro, enquanto Caiado busca se consolidar como terceira via. O PSD tenta se posicionar fora da polarização entre petistas e bolsonaristas, apostando em debates e palanques regionais para ampliar sua base eleitoral.

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