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Política Nacional

Pesquisa Quaest revela desafios na campanha de Flávio Bolsonaro para a Presidência

Levantamento mostra vantagem de Lula e identifica pontos críticos na campanha do senador Flávio Bolsonaro

Pesquisa Quaest revela desafios na campanha de Flávio Bolsonaro para a Presidência - pesquisa Quaest Flávio Bolsonaro

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Levantamento mostra vantagem de Lula e identifica pontos críticos na campanha do senador Flávio Bolsonaro

A pesquisa Quaest divulgada em 10 de junho revela a liderança do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 44% das intenções de voto no segundo turno, contra 38% do senador Flávio Bolsonaro (PL), sinalizando dificuldades para o candidato do Partido Liberal em sua campanha presidencial.

O último levantamento realizado pela Quaest, divulgado na quarta-feira (10), demonstra que Luiz Inácio Lula da Silva mantém vantagem significativa sobre Flávio Bolsonaro na disputa presidencial. No segundo turno, Lula aparece com 44% das intenções de voto, enquanto Flávio registra 38%. A pesquisa acendeu um alerta dentro do PL, que reconhece um desgaste consolidado em torno do senador, especialmente devido a dois episódios que têm impactado negativamente sua imagem pública.

Fontes próximas à campanha indicam que a relação de Flávio Bolsonaro com o banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, e a polêmica envolvendo a proposta de aumento tarifário nos Estados Unidos após visita do candidato à Casa Branca, são os principais fatores que colocaram o senador em uma posição defensiva. Um parlamentar integrante do núcleo de campanha admitiu que esses temas geraram uma agenda negativa difícil de reverter e que é necessário alterar o foco da campanha para melhorar o desempenho.

Apesar das adversidades, integrantes do PL destacam que Flávio Bolsonaro mantém um “piso consistente” de apoio popular. No cenário de primeiro turno, ele aparece com 29%, contra 39% de Lula, o que indica uma base sólida que deve garantir sua presença no segundo turno. No entanto, o desafio permanece em reduzir a rejeição que o cerca.

A pesquisa também abordou a percepção dos eleitores sobre a acusação de que Flávio teria solicitado o novo tarifaço dos Estados Unidos contra o Brasil. Nesse quesito, 47% dos entrevistados concordam mais com Lula, que fez a acusação, enquanto 35% apoiam a versão de Flávio, que nega e afirma ter pedido a Donald Trump que não aplicasse novas tarifas. Cerca de 18% não souberam ou não quiseram se manifestar.

Além disso, o levantamento questionou a opinião pública sobre a divulgação de áudios e mensagens envolvendo Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro, a visita do senador à residência do banqueiro e o repasse de R$ 61 milhões para o financiamento do filme “Dark Horse”, que retrata a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro. Para 65% dos entrevistados, Flávio errou ao solicitar recursos a Vorcaro para financiar a produção.

Outro ponto avaliado foi a classificação das facções criminosas Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. A maioria dos entrevistados entende que essa decisão deveria ser tomada pelo Brasil, e não pelo governo dos Estados Unidos.

No cenário econômico, tanto aliados do Planalto quanto opositores reconhecem a coerência dos números apresentados pela pesquisa. O pacote de medidas sociais e econômicas do governo, incluindo o programa “Desenrola 2.0”, que facilita a renegociação de dívidas, e ações de isenção do imposto de renda, têm começado a apresentar efeitos positivos para a população, contribuindo para a melhora da percepção sobre a economia em ano eleitoral.

Contexto

A pesquisa Quaest foi realizada em um momento crucial da campanha presidencial no Brasil, quando o senador Flávio Bolsonaro enfrenta repercussões negativas relacionadas a sua relação com o setor financeiro e a política externa dos Estados Unidos. O levantamento reflete a dinâmica eleitoral em meio a controvérsias que impactam a imagem do candidato do PL, enquanto Lula mantém a liderança e amplia sua vantagem no segundo turno. O cenário econômico também influencia o comportamento do eleitorado, com medidas governamentais buscando aliviar o endividamento das famílias brasileiras.

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