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Política Nacional

Pesquisa Datafolha revela apoio à classificação do PCC e CV como organizações terroristas no Brasil

Maioria dos brasileiros concorda com rotulação das facções como terroristas, mas rejeita intervenção americana sem autorização oficial.

Pesquisa Datafolha revela apoio à classificação do PCC e CV como organizações terroristas no Brasil - classificação PCC e CV como terroristas

Pesquisa Datafolha revela apoio à classificação do PCC e CV como organizações terroristas no Brasil - classificação PCC e CV como terroristas

Maioria dos brasileiros concorda com rotulação das facções como terroristas, mas rejeita intervenção americana sem autorização oficial.

Uma pesquisa Datafolha divulgada em 23 de junho de 2026 aponta que 59% dos brasileiros apoiam a classificação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. Apesar disso, 74% dos entrevistados rejeitam a possibilidade de atuação dos Estados Unidos no combate a essas facções dentro do Brasil sem autorização do governo federal.

O levantamento realizado pelo instituto Datafolha nos dias 17 e 18 de junho de 2026 ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais em 139 municípios brasileiros. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, e o estudo está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-09956/2026. Segundo a pesquisa, 45% dos entrevistados concordam totalmente com a classificação do PCC e do CV como organizações terroristas, enquanto 14% concordam parcialmente. Por outro lado, 22% discordam totalmente e 11% discordam em parte dessa classificação, com 7% dos participantes não sabendo opinar. Paralelamente, a pesquisa revelou que 74% dos brasileiros são contrários à atuação dos Estados Unidos contra essas facções no território nacional sem o aval do governo federal. Apenas uma minoria aceita essa possibilidade. Em maio de 2026, o governo dos EUA, sob a administração do então presidente Donald Trump, anunciou a inclusão do PCC e do CV em sua lista interna de organizações terroristas, decisão que ganhou repercussão internacional. A pesquisa também avaliou o grau de conhecimento dos brasileiros sobre essa medida: 83% afirmaram estar cientes da classificação feita pelos EUA, sendo que 35% se consideram bem informados e 37% mais ou menos informados sobre o tema. Já 13% declararam não ter conhecimento da decisão e 5% não souberam responder. Outro aspecto investigado foi a percepção acerca da influência do senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), na decisão americana. A maioria, 54%, acredita que o parlamentar teve algum papel na medida, enquanto 30% negam essa influência e 16% não souberam opinar. Entre os que reconhecem a participação de Flávio Bolsonaro, 57% consideram que sua influência foi negativa para o Brasil, e 37% avaliam como positiva. Em maio de 2026, Flávio Bolsonaro visitou Washington (D.C.) e se reuniu com Donald Trump na Casa Branca, dois dias antes do anúncio oficial da classificação do PCC e CV como organizações terroristas pelos EUA. Esse encontro reforça a percepção da possível influência do senador na decisão americana. A pesquisa Datafolha evidencia, portanto, um cenário complexo: enquanto a maioria da população brasileira apoia a rotulação das facções criminosas como terroristas, há resistência significativa à intervenção estrangeira sem a participação do governo nacional, além de opiniões divididas sobre o papel de figuras políticas brasileiras nesse contexto.

Contexto

O Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) são as duas maiores facções criminosas do Brasil, atuando em várias regiões do país, inclusive em estados como Amazonas. A classificação dessas organizações como terroristas pelos Estados Unidos em 2026 representa uma mudança significativa na abordagem internacional ao crime organizado brasileiro, podendo impactar estratégias de combate e cooperação bilateral. A visita do senador Flávio Bolsonaro a Washington e seu encontro com o então presidente Donald Trump ocorreram em um momento crucial, pouco antes da formalização da nova classificação, suscitando debates sobre a influência política nas decisões internacionais. No Brasil, a questão da soberania e da atuação de forças estrangeiras no combate ao crime organizado é sensível, refletindo na rejeição majoritária a intervenções sem autorização do governo federal.

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