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Política Nacional

Michelle Bolsonaro deixa PL Mulher e aliados de Flávio veem alívio na pré-campanha presidencial

Saída de Michelle do comando do PL Mulher ameniza conflitos internos e abre espaço para disputa pelo controle do núcleo feminino do partido

Michelle Bolsonaro deixa PL Mulher e aliados de Flávio veem alívio na pré-campanha presidencial

Michelle Bolsonaro deixa PL Mulher e aliados de Flávio veem alívio na pré-campanha presidencial

Saída de Michelle do comando do PL Mulher ameniza conflitos internos e abre espaço para disputa pelo controle do núcleo feminino do partido

A decisão de Michelle Bolsonaro de deixar a presidência do PL Mulher foi recebida com alívio por aliados do senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência em 2026, que esperam reduzir o desgaste político e as tensões internas no partido.

Michelle Bolsonaro anunciou sua saída da presidência do PL Mulher, movimento que gerou alívio entre os apoiadores do senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL). Parlamentares e membros da pré-campanha, que falaram sob condição de anonimato, acreditam que o afastamento temporário da ex-primeira-dama dos holofotes pode diminuir o desgaste provocado pela crise interna com Flávio. Com a renúncia de Michelle, a vice-presidente do PL Mulher, Priscila Costa, assumiu interinamente o comando da ala feminina do partido, mas ainda não há definição sobre quem ocupará definitivamente a presidência do segmento. Nos bastidores, a disputa pelo controle do PL Mulher se intensificou, principalmente devido à influência política e ao orçamento significativo destinado ao núcleo. Segundo levantamento do jornal “O Globo” publicado em março, o PL destinou R$ 16,2 milhões ao setor voltado às mulheres, numa estratégia para ampliar ganhos políticos com a presença de Michelle nos palanques eleitorais em 2026. A crise que culminou na saída de Michelle foi motivada, em parte, por divergências internas relacionadas à candidatura ao Senado pelo Ceará. A ex-primeira-dama afirmou que havia um acordo com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para apoiar a deputada Priscila Costa, mas o deputado André Fernandes (PL-CE) passou a defender a candidatura do próprio pai, o deputado estadual Alcides Fernandes (PL), para o mesmo cargo. Aliados de Flávio Bolsonaro consideram que a saída de Michelle do PL Mulher contribui para eliminar um dos principais focos de tensão na pré-campanha presidencial. Além disso, há a expectativa de que Michelle concentre esforços em uma possível candidatura ao Senado, hipótese que ela mesma não descartou ao anunciar sua renúncia. Antes do anúncio, a campanha de Flávio planejava que Michelle participasse de uma reunião com lideranças femininas do PL em Brasília, com o objetivo de demonstrar publicamente a superação da crise. Contudo, após encontro da ex-primeira-dama com o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, o evento ocorreu sem a presença de Michelle no dia 1º de julho. Na reunião, estiveram presentes aliadas de Michelle, como as deputadas Julia Zanatta (PL-SC) e Bia Kicis (PL-SP), sinalizando apoio ao senador Flávio Bolsonaro, apesar das recentes tensões internas. Julia e Bia são apontadas nos bastidores como possíveis candidatas a vice na chapa presidencial de Flávio. Durante o encontro, Flávio Bolsonaro também repudiou publicamente declarações controversas do blogueiro bolsonarista Paulo Figueiredo, que havia afirmado em uma transmissão no YouTube que mulheres “votam muito mal”, especialmente as solteiras, e criticado Michelle por relatar ter sido “maltratada” e “humilhada” por Flávio. O senador afirmou: “Quero repudiar veementemente a fala do Paulo Figueiredo sobre as mulheres. Foi completamente equivocado. Ele não faz parte da nossa campanha.” Em nota oficial, Michelle Bolsonaro justificou sua saída afirmando que pretende dedicar-se integralmente aos cuidados do ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar após condenação por tentativa de golpe de Estado, e da filha do casal. A movimentação no PL Mulher ocorre em um momento delicado para o partido, que busca consolidar sua estratégia eleitoral para as eleições de 2026, em meio a disputas internas e desafios para manter a unidade do grupo bolsonarista.

Contexto

O PL Mulher é um segmento do Partido Liberal que tem ganhado destaque na estratégia eleitoral do bolsonarismo para as eleições presidenciais de 2026. Michelle Bolsonaro, ex-primeira-dama, presidia o núcleo, que recebeu R$ 16,2 milhões para fortalecer a participação feminina nas campanhas. A saída de Michelle ocorre em meio a conflitos internos e disputas por influência, especialmente no Ceará, onde candidaturas ao Senado geraram atritos. Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, é pré-candidato à Presidência e enfrenta desafios para unificar o partido e ampliar seu eleitorado, especialmente entre as mulheres. A prisão domiciliar de Jair Bolsonaro e os desdobramentos políticos também influenciam o cenário.

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