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Política Nacional

Ministro Mendonça determina apreensão do passaporte de publicitário ligado a Daniel Vorcaro

Thiago Miranda é investigado por suposta atuação em esquema que visa descredibilizar o Banco Central e intimidar autoridades e jornalistas.

Ministro Mendonça determina apreensão do passaporte de publicitário ligado a Daniel Vorcaro - Thiago Miranda passaporte apreendido

Ministro Mendonça determina apreensão do passaporte de publicitário ligado a Daniel Vorcaro - Thiago Miranda passaporte apreendido

Thiago Miranda é investigado por suposta atuação em esquema que visa descredibilizar o Banco Central e intimidar autoridades e jornalistas.

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, determinou neste sábado (11) a apreensão do passaporte do publicitário Thiago Miranda, ligado ao empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Miranda é suspeito de liderar ações nas redes sociais contra o Banco Central, conforme apurações da 10ª fase da Operação Compliance Zero.

O ministro André Mendonça, relator das ações relacionadas à fraude envolvendo o Banco Master no STF, ordenou a apreensão do passaporte de Thiago Miranda, publicitário e empresário ligado a Daniel Vorcaro. A decisão foi confirmada pela assessoria do Supremo, mas o documento permanece sob sigilo. Miranda foi alvo da 10ª fase da Operação Compliance Zero, deflagrada na quinta-feira (9), que investiga uma organização criminosa suspeita de promover ataques coordenados contra o Banco Central nas redes sociais.

Thiago Miranda é proprietário da Miranda Comunicação, conhecida como Agência MiThi, e também figura como fundador e sócio do portal de notícias Léo Dias. Ele é investigado pela Polícia Federal por supostamente contratar influenciadores digitais para defender o Banco Master e atacar o Banco Central durante o processo que resultou na liquidação da instituição financeira.

Em depoimento à PF em março, Miranda negou ter contratado influencers para atacar autoridades ou órgãos públicos, afirmando que os trabalhos visavam a reconstrução da imagem do dono do Banco Master. No entanto, reportagens anteriores revelaram pagamentos a criadores de conteúdo para publicações críticas ao Banco Central. Um influencer de São Paulo, por exemplo, relatou ter recebido R$ 7,8 mil por uma única postagem em dezembro, com oferta posterior de contrato para produção de oito vídeos mensais, totalizando R$ 188 mil ao final de três meses.

A 10ª fase da Operação Compliance Zero incluiu o cumprimento de dois mandados de busca e apreensão em Brasília, autorizados pelo STF. Segundo a Polícia Federal, Thiago Miranda é apontado como o principal articulador do esquema que buscava descredibilizar órgãos públicos, atacar a atuação do Banco Central e manipular a opinião pública.

As investigações indicam que o grupo utilizava informações obtidas de forma ilícita, incluindo quebras de sigilo e acesso a dados financeiros e pessoais de jornalistas e concorrentes, com o objetivo de intimidar e coagir aqueles que se opunham aos interesses do esquema. A decisão do ministro Mendonça autorizou a apreensão de documentos físicos e eletrônicos, dispositivos de armazenamento, mídias, bens de alto valor e dinheiro em espécie acima de R$ 20 mil.

Além disso, as autoridades apuram possíveis tentativas de interferência em investigações criminais. A Polícia Federal aponta que os fatos podem configurar crimes contra o sistema financeiro nacional, organização criminosa, embaraço às investigações, além de possíveis violações de dados e dispositivos informáticos.

Contexto

A Operação Compliance Zero é uma investigação da Polícia Federal que apura fraudes e irregularidades envolvendo o Banco Master e seus representantes. O caso ganhou destaque após a liquidação do banco pelo Banco Central e a descoberta de um esquema de ataques coordenados nas redes sociais para descredibilizar órgãos reguladores e intimidar opositores. O ministro André Mendonça, do STF, é o relator dos processos relacionados ao caso, que envolvem suspeitas de organização criminosa, crimes financeiros e uso indevido de informações sigilosas.

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