Internacional

EUA lançam ataque contra o Irã para desbloquear o Estreito de Ormuz e garantir passagem estratégica de petróleo

Operação militar americana mira baterias iranianas para reabrir rota marítima vital bloqueada desde fevereiro de 2026

Operação militar americana mira baterias iranianas para reabrir rota marítima vital bloqueada desde fevereiro de 2026

Na terça-feira, 17 de março de 2026, o Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) realizou ataques com bombas de penetração profunda contra posições militares iranianas ao longo da costa próxima ao Estreito de Ormuz, que está bloqueado desde 28 de fevereiro, comprometendo o trânsito de mais de 14 milhões de barris diários de petróleo.

O Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) confirmou que, em 17 de março de 2026, utilizou bombas de penetração profunda de aproximadamente 2.300 kg para atingir baterias de mísseis antinavio iranianos posicionadas na costa do Irã, próximas ao Estreito de Ormuz. O objetivo da ação militar é reabrir a passagem marítima de 33 km de largura, fundamental para o transporte global de petróleo, que está bloqueada desde o início do conflito entre EUA, Israel e Irã, em 28 de fevereiro.

Segundo o comunicado oficial do Centcom, os sistemas de mísseis iranianos representavam uma ameaça direta à navegação internacional na região, justificando a ofensiva norte-americana. Antes do bloqueio, o estreito era responsável pelo trânsito diário de mais de 14 milhões de barris de petróleo, o que torna a interrupção um fator de pressão significativa sobre a economia global.

No sábado anterior, 14 de março, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, do Partido Republicano, havia solicitado apoio internacional para a reabertura do estreito. Contudo, após a recusa de aliados da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) em enviar tropas para a região, Trump declarou que os EUA não necessitam mais de ajuda externa para conduzir a operação.

Em mensagem publicada na plataforma Truth Social, o presidente criticou a postura de países aliados, afirmando que os Estados Unidos investem bilhões de dólares anualmente para protegê-los, mas não recebem apoio em momentos críticos. Trump citou especificamente a Otan, Japão, Austrália e Coreia do Sul, reforçando que os EUA conduzirão as ações unilateralmente.

O bloqueio do Estreito de Ormuz pelo Irã faz parte de uma estratégia para pressionar a comunidade internacional a exigir o fim dos ataques norte-americanos contra o país. O estreito é uma rota marítima estratégica no Oriente Médio, vital para o escoamento do petróleo e para a estabilidade do mercado energético mundial.

A escalada do conflito e o bloqueio da passagem têm gerado preocupação global devido ao impacto nos preços do petróleo e aos riscos para a segurança energética, inclusive para países como o Brasil, que dependem do mercado internacional de combustíveis.

Contexto

O Estreito de Ormuz é uma passagem marítima estreita, com cerca de 33 km de largura, localizada entre o Golfo Pérsico e o Golfo de Omã, sendo um dos pontos mais estratégicos para o trânsito de petróleo mundial. Antes do bloqueio imposto pelo Irã em 28 de fevereiro de 2026, mais de 14 milhões de barris de petróleo eram transportados diariamente pela região. O bloqueio ocorreu no contexto de um conflito crescente entre os Estados Unidos, Israel e a República Islâmica do Irã, envolvendo ataques militares e sanções econômicas. A Otan e outros aliados dos EUA foram convidados a colaborar para a reabertura do estreito, mas recusaram o envio de tropas, levando os EUA a adotarem uma postura unilateral na operação militar.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Sair da versão mobile