Política Nacional

Ciro Nogueira afirma que operação sobre Banco Master é perseguição política em ano eleitoral

Presidente do PP reage à quinta fase da operação que investiga supostas fraudes financeiras envolvendo o Banco Master e Daniel Vorcaro.

Presidente do PP reage à quinta fase da operação que investiga supostas fraudes financeiras envolvendo o Banco Master e Daniel Vorcaro.

O senador e presidente do Partido Progressista (PP), Ciro Nogueira (PI), declarou nesta sexta-feira (8) que a quinta fase da Operação Compliance Zero, que investiga fraudes ligadas ao Banco Master, configura uma perseguição política típica de anos eleitorais.

A Polícia Federal deflagrou na quinta-feira (7) a quinta etapa da Operação Compliance Zero, que apura suspeitas de fraudes financeiras envolvendo o Banco Master, do empresário Daniel Vorcaro. Entre os alvos da ação está o senador Ciro Nogueira, que teve mandados de busca e apreensão cumpridos em endereços no Distrito Federal e no Piauí, autorizados pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça. A investigação aponta indícios de que o parlamentar teria favorecido os interesses do banco em troca de vantagens indevidas, incluindo o recebimento de uma mesada de Vorcaro e a apresentação de uma emenda legislativa para ampliar a cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC). Além disso, a Justiça determinou o bloqueio de bens de Nogueira no valor de até R$ 18,85 milhões. Outros investigados, como Felipe Cançado Vorcaro, primo do banqueiro, também são alvos da operação, tendo sido preso. Em resposta, Ciro Nogueira publicou uma nota em suas redes sociais classificando a ação como uma tentativa de perseguição política em ano eleitoral. “Todo ano político é a mesma coisa. Tentam parar de todas as formas quem lidera as pesquisas de intenção de votos”, afirmou o senador, que é um dos candidatos ao Senado pelo Piauí. Ele questionou o impacto da operação em sua imagem e defendeu sua inocência, ressaltando que já enfrentou acusações semelhantes em 2018, quando também sofreu ataques antes das eleições, mas saiu vitorioso. O presidente nacional do PP destacou ainda que a pressão não o fará desistir do compromisso com o povo piauiense. “Suportar esse tipo de pressão só é possível pra quem nasceu pra servir o povo. Nada me faz abandonar o povo que confia em mim”, concluiu. A investigação também revelou que Ciro Nogueira e o presidente do União Brasil, Antônio Rueda, viajaram em um helicóptero pertencente a Daniel Vorcaro durante o fim de semana do Grande Prêmio de São Paulo de Fórmula 1, em novembro de 2024. O transporte foi registrado em e-mails da PrimeYou, empresa de gestão de aeronaves da qual Vorcaro foi sócio, indicando voos entre o Kartódromo Ayrton Senna, em São Paulo, e o Aeroporto de Congonhas. O helicóptero, com prefixo PS-MAS, foi adquirido por R$ 16,4 milhões.

Contexto

A Operação Compliance Zero investiga um suposto esquema de fraudes financeiras ligadas ao Banco Master, comandado pelo empresário Daniel Vorcaro. Desde as primeiras fases, a Polícia Federal tem cumprido mandados contra diversos envolvidos, incluindo políticos e empresários, com base em indícios de corrupção e favorecimento ilícito. Ciro Nogueira, senador pelo Piauí e presidente do PP, já enfrentou outras investigações e acusações políticas, mas mantém forte apoio popular em seu estado. O caso ganhou repercussão nacional por envolver figuras políticas de destaque e por ocorrer em ano eleitoral, o que intensifica o debate sobre o uso político das investigações criminais.

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