Política Nacional

Daniel Bialski é cotado para assumir defesa de Daniel Vorcaro no caso Master

Troca na defesa de Vorcaro ocorre após saída de José Luis Oliveira Lima e rejeição da proposta de delação premiada pelo Ministério Público

Troca na defesa de Vorcaro ocorre após saída de José Luis Oliveira Lima e rejeição da proposta de delação premiada pelo Ministério Público

O criminalista Daniel Bialski surge como opção para representar o banqueiro Daniel Vorcaro no processo conhecido como caso Master, após a saída do advogado José Luis Oliveira Lima, em um momento de intensas negociações envolvendo delação premiada e pressão judicial.

O nome do advogado criminalista Daniel Bialski passou a ser cogitado entre pessoas próximas ao banqueiro Daniel Vorcaro como possível substituto na defesa do caso Master, após a saída de José Luis Oliveira Lima, na última sexta-feira (22). A mudança ocorre em um cenário delicado, em que a Polícia Federal rejeitou a proposta inicial de delação premiada apresentada por Vorcaro, e a Procuradoria-Geral da República (PGR) mantém as negociações em andamento.

Fontes próximas ao banqueiro indicam que a escolha de Bialski se deve ao seu bom relacionamento com o gabinete do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, relator do processo. Esse trânsito é considerado estratégico, já que o advogado anterior, conhecido como Juca, não era mais recebido no gabinete do ministro.

Daniel Bialski possui experiência em casos de repercussão no STF, tendo atuado na defesa do ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (União Brasil), em inquéritos relacionados à Operação Catarata e suspeitas de desvios na Fundação Leão XIII. Em junho de 2025, André Mendonça determinou o trancamento desses inquéritos contra Castro. Além disso, Bialski também defendeu a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e a ex-deputada federal Carla Zambelli.

Segundo apurações, Bialski foi sondado no início da semana passada por pessoas ligadas a Vorcaro, mas até o momento não houve convite formal ou reunião com a família do banqueiro para oficializar a contratação.

A saída de José Luis Oliveira Lima foi confirmada pelo próprio advogado, que afirmou que a decisão ocorreu de comum acordo. Juca assumiu a defesa de Vorcaro em março e tem no currículo negociações de delação premiada em casos de grande repercussão, como o do empreiteiro Léo Pinheiro, da construtora OAS, na Operação Lava Jato.

Nos bastidores, cresce a percepção de que um eventual acordo de delação premiada com a atual gestão da PGR, liderada por Paulo Gonet, enfrentaria resistência para ser aprovado pelo ministro André Mendonça, o que teria contribuído para a saída do advogado.

Relatos indicam que Daniel Vorcaro enfrenta forte pressão devido à sua prisão e estaria disposto a ampliar o escopo da colaboração premiada. Fontes informam que o banqueiro cogita aumentar o valor a ser devolvido de R$ 40 bilhões para R$ 60 bilhões em uma eventual delação com a PGR, conforme apurado pelo blog do jornalista Valdo Cruz.

O caso Master segue em destaque no STF, com expectativa de novos desdobramentos após a possível troca na defesa do banqueiro.

Contexto

Daniel Vorcaro, banqueiro dono do Master, está preso e investigado em um processo no STF conhecido como caso Master. O relator do processo é o ministro André Mendonça. A defesa de Vorcaro vinha sendo conduzida por José Luis Oliveira Lima, que assumiu em março e tem histórico em acordos de delação premiada, mas deixou o caso em maio de 2026. A Polícia Federal rejeitou a proposta inicial de delação premiada do banqueiro, e a PGR, sob Paulo Gonet, mantém negociações. A escolha de um advogado com bom trânsito no gabinete do ministro relator é vista como fundamental para o andamento do caso.

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