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Política Nacional

Daniel Vorcaro apresenta nova versão de delação premiada à Polícia Federal e PGR

Banco Master e esquema investigado envolvem corrupção, organização criminosa e milícia privada, segundo apurações da Polícia Federal.

Daniel Vorcaro apresenta nova versão de delação premiada à Polícia Federal e PGR - delação premiada Daniel Vorcaro

Daniel Vorcaro apresenta nova versão de delação premiada à Polícia Federal e PGR - delação premiada Daniel Vorcaro

Banco Master e esquema investigado envolvem corrupção, organização criminosa e milícia privada, segundo apurações da Polícia Federal.

A defesa do banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, protocolou uma nova versão da delação premiada junto à Polícia Federal (PF) e à Procuradoria-Geral da República (PGR). O material está em análise pelas autoridades, que buscam aprofundar as investigações sobre o esquema criminoso envolvendo fraudes financeiras e outras práticas ilícitas.

Na última segunda-feira (1º), a equipe jurídica de Daniel Vorcaro apresentou uma versão revisada da delação premiada do banqueiro em reunião com representantes da Polícia Federal e da Procuradoria-Geral da República. Um adendo ao documento foi entregue no dia seguinte, terça-feira (2). Uma nova reunião prevista para quarta-feira (3) foi cancelada para que os investigadores disponham de mais tempo para examinar o conteúdo apresentado.

No mês anterior, a primeira proposta de delação havia sido rejeitada pela Polícia Federal. Segundo os investigadores, o material inicial não trouxe avanços significativos em relação às informações já obtidas e levantou suspeitas de que Vorcaro poderia estar protegendo pessoas próximas a ele. Atualmente, as negociações seguem de forma conjunta entre a PF e a PGR.

A investigação sobre o caso Master revelou que o esquema comandado por Vorcaro ultrapassa fraudes financeiras, envolvendo corrupção, organização criminosa e a utilização de uma milícia privada para ataques a adversários e obtenção ilegal de dados sigilosos. A PF apreendeu mais de oito aparelhos celulares do banqueiro, cuja perícia inicial já indicou a complexidade das atividades ilícitas.

No dia 19 de março, Vorcaro foi transferido da Penitenciária Federal de Brasília para a Superintendência da Polícia Federal na capital. Antes disso, ele estava em uma cela especial de segurança máxima, semelhante à utilizada para a custódia do ex-presidente Jair Bolsonaro entre novembro de 2025 e janeiro de 2026.

Após a transferência, Vorcaro manifestou interesse em firmar um acordo de delação premiada, assinando o termo de confidencialidade que abriu caminho para as negociações. No início de junho, a defesa finalizou os anexos do acordo e entregou o material em um pen drive às autoridades.

De acordo com informações do blog da jornalista Andréia Sadi, a negociação da delação tem como foco a devolução de recursos e a comprovação de possíveis atos de ofício praticados por autoridades mencionadas no processo. As investigações e o acordo têm caráter técnico, sem definição prévia de alvos ou exclusões específicas.

A Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República continuam avaliando o conteúdo da nova versão da delação para definir os próximos passos da investigação e possíveis desdobramentos judiciais.

Contexto

Daniel Vorcaro é apontado como líder de um esquema que envolve fraudes financeiras, corrupção, organização criminosa e milícia privada, conforme apurado pela Polícia Federal. A negociação da delação premiada é parte de uma estratégia para aprofundar as investigações e recuperar recursos desviados. A transferência do banqueiro para a Superintendência da PF e a assinatura do termo de confidencialidade marcaram o início das tratativas formais. O caso ganhou repercussão nacional devido à complexidade das acusações e à participação de autoridades no esquema.

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