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Política Nacional

STF libera julgamento de Eduardo Bolsonaro por coação no processo da tentativa de golpe

Deputado cassado é acusado pela PGR de tentar interferir nas investigações que resultaram na condenação de Jair Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado.

STF libera julgamento de Eduardo Bolsonaro por coação no processo da tentativa de golpe - Eduardo Bolsonaro coação processo

STF libera julgamento de Eduardo Bolsonaro por coação no processo da tentativa de golpe - Eduardo Bolsonaro coação processo

Deputado cassado é acusado pela PGR de tentar interferir nas investigações que resultaram na condenação de Jair Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado.

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou o início do julgamento da ação penal contra Eduardo Bolsonaro, acusado de coação no curso do processo que investigou a tentativa de golpe de Estado envolvendo seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.

O Supremo Tribunal Federal (STF) avançou no processo contra Eduardo Bolsonaro, ex-deputado federal e filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, ao liberar o caso para julgamento. A ação penal investiga a suposta coação praticada por Eduardo para obstruir as investigações que culminaram na condenação do ex-presidente por tentativa de golpe de Estado. A decisão foi tomada pelo ministro Alexandre de Moraes, relator do processo, que agora encaminhou o caso para a Primeira Turma do STF, presidida pelo ministro Flávio Dino, responsável por agendar a data do julgamento.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) solicitou a condenação de Eduardo Bolsonaro, alegando que ele utilizou meios para paralisar as persecuções penais em curso. Segundo a PGR, o ex-deputado teria promovido atos de hostilidade e ameaças de retaliação internacional, buscando pressionar autoridades estrangeiras, especialmente nos Estados Unidos, para impor sanções contra membros do Judiciário brasileiro e o país, como forma de represália ao andamento do processo.

Além de Eduardo, Paulo Figueiredo, produtor de conteúdo aliado da família Bolsonaro, também é investigado na mesma ação por ações semelhantes. A PGR destaca que ambos usaram suas conexões nos EUA para tentar intimidar ministros do STF e interferir no julgamento.

Desde fevereiro de 2023, Eduardo Bolsonaro reside nos Estados Unidos e não retornou ao Brasil, o que levou o STF a realizar seu interrogatório por videoconferência, no qual ele não compareceu. O ex-deputado não indicou advogado particular para o caso, ficando sua defesa sob responsabilidade da Defensoria Pública da União (DPU).

A DPU, por sua vez, requereu a nulidade do processo, alegando que o julgamento está sendo conduzido por uma autoridade que seria “vítima direta” das acusações, referindo-se ao ministro Alexandre de Moraes. A defesa sustenta que isso compromete a imparcialidade do julgamento. Atualmente, o processo encontra-se na fase das alegações finais, etapa em que as partes apresentam suas últimas manifestações antes do julgamento.

Após a apresentação das alegações finais pela PGR, que reforçou o pedido de condenação, o ministro Moraes concedeu prazo de 15 dias para que a defesa entregue sua resposta. Em seguida, a Primeira Turma do STF poderá marcar a sessão para decidir sobre a absolvição ou condenação de Eduardo Bolsonaro.

O caso está diretamente ligado à investigação da tentativa de golpe de Estado que resultou na condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro a 27 anos e 3 meses de prisão pelo STF. A acusação contra Eduardo Bolsonaro destaca que ele buscou influenciar o processo judicial por meio de ameaças e pressões internacionais, configurando o crime de coação no curso do processo.

Este desdobramento reforça o impacto político e jurídico das investigações relacionadas ao episódio que abalou a democracia brasileira, evidenciando a atuação de membros da família Bolsonaro na tentativa de interferir no Judiciário.

Contexto

A ação penal contra Eduardo Bolsonaro está inserida no inquérito que apura a tentativa de golpe de Estado no Brasil, episódio que culminou na condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro pelo Supremo Tribunal Federal. A investigação revelou tentativas de obstrução da Justiça por parte de aliados e familiares do ex-presidente, incluindo ameaças a ministros do STF e pressões internacionais para paralisar os processos. O caso ganhou repercussão nacional e internacional, destacando a importância da independência do Judiciário e o combate a tentativas de interferência política nas instituições brasileiras.

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