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Política Nacional

Pesquisa Quaest revela queda de Flávio Bolsonaro entre evangélicos, jovens e Sudeste

Lula lidera com 44% contra 38% de Flávio Bolsonaro em cenário de segundo turno, segundo levantamento de junho da Quaest.

Pesquisa Quaest revela queda de Flávio Bolsonaro entre evangélicos, jovens e Sudeste - Flávio Bolsonaro pesquisa Quaest

Pesquisa Quaest revela queda de Flávio Bolsonaro entre evangélicos, jovens e Sudeste - Flávio Bolsonaro pesquisa Quaest

Lula lidera com 44% contra 38% de Flávio Bolsonaro em cenário de segundo turno, segundo levantamento de junho da Quaest.

Levantamento da Quaest divulgado em junho aponta que o pré-candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, sofreu perda significativa de apoio em grupos-chave como evangélicos, mulheres, jovens e eleitores da região Sudeste, o que contribuiu para a ascensão do presidente Lula na disputa eleitoral.

A pesquisa Quaest realizada em junho destaca uma mudança importante no cenário eleitoral brasileiro para as eleições de 2026. Flávio Bolsonaro, senador pelo Rio de Janeiro e pré-candidato do Partido Liberal (PL) à Presidência da República, perdeu espaço em segmentos que anteriormente lhe davam vantagem, como evangélicos, mulheres, jovens e eleitores do Sudeste, região que concentra os maiores colégios eleitorais do país, incluindo São Paulo e Minas Gerais.

No levantamento, Lula aparece com 44% das intenções de voto contra 38% de Flávio Bolsonaro em uma simulação de segundo turno, revertendo o empate técnico observado desde março. A queda do senador é especialmente notável no Sudeste, onde ele chegou a liderar com 12 pontos de vantagem, mas agora está empatado tecnicamente com o presidente. No Centro-Oeste e Norte, Flávio também viu sua vantagem cair de 14 para apenas 2 pontos.

Entre os jovens de 16 a 34 anos, faixa em que Flávio liderava, Lula passou a ter vantagem numérica, refletindo uma mudança de preferência nesse grupo. No eleitorado feminino, historicamente desafiador para a família Bolsonaro, Lula ampliou sua vantagem, enquanto Flávio mantém liderança entre os homens, embora em situação de empate técnico.

O apoio evangélico, que sempre foi um ponto forte para Flávio Bolsonaro, também diminuiu consideravelmente. A vantagem do senador sobre Lula caiu de 37 para 21 pontos entre maio e junho, indicando perda de tração nesse segmento.

Em termos socioeconômicos, Flávio Bolsonaro perdeu votos entre eleitores com renda superior a dois salários mínimos e entre aqueles com ensino médio completo ou superior. A maior queda ocorreu entre eleitores com ensino superior, onde sua vantagem diminuiu de 15 para 3 pontos, configurando empate técnico.

O diretor da Quaest, Felipe Nunes, destaca que a perda de apoio de Flávio ocorre principalmente entre eleitores independentes e segmentos que não se identificam necessariamente com Lula. “Esse movimento pode sinalizar uma mudança no comportamento de grupos menos alinhados ideologicamente, o que será crucial para as próximas pesquisas”, afirmou.

Além dos dados eleitorais, o período entre maio e junho foi marcado por acontecimentos que podem ter influenciado a percepção do eleitorado. A revelação da relação financeira de Flávio Bolsonaro com o banqueiro preso Daniel Vorcaro, que teria repassado R$ 61 milhões para financiar a cinebiografia de Jair Bolsonaro, impactou a imagem do senador. Paralelamente, decisões do governo dos Estados Unidos, como a classificação das facções criminosas CV e PCC como organizações terroristas e o aumento de tarifas sobre produtos brasileiros, ocorreram após a visita de Flávio Bolsonaro a Donald Trump e autoridades americanas, gerando repercussão política.

Esses fatores, somados à dinâmica do eleitorado, explicam a mudança no cenário eleitoral apontada pela pesquisa Quaest, que mostra Lula ampliando sua vantagem em um momento decisivo da pré-campanha presidencial.

Contexto

A pesquisa Quaest é um dos principais levantamentos eleitorais do Brasil, acompanhando a intenção de voto para as eleições presidenciais de 2026. Desde março, Lula e Flávio Bolsonaro estavam tecnicamente empatados, mas a partir de junho, Lula passou a liderar com 6 pontos de vantagem no segundo turno. A análise detalhada por região, faixa etária, gênero, religião, renda e escolaridade ajuda a compreender as mudanças no apoio aos candidatos. O contexto político inclui ainda revelações sobre financiamentos e movimentações internacionais que podem ter influenciado o eleitorado.

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