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Política Nacional

Rodrigo Bacellar recebe quase R$ 4 milhões de bicheiro em esquema investigado pela PF no Rio

Operação Unha e Carne revela pagamentos em espécie a políticos, incluindo Rodrigo Bacellar, em esquema comandado por Adilsinho, chefe da contravenção no RJ.

Rodrigo Bacellar recebe quase R$ 4 milhões de bicheiro em esquema investigado pela PF no Rio

Rodrigo Bacellar recebe quase R$ 4 milhões de bicheiro em esquema investigado pela PF no Rio

Operação Unha e Carne revela pagamentos em espécie a políticos, incluindo Rodrigo Bacellar, em esquema comandado por Adilsinho, chefe da contravenção no RJ.

A Polícia Federal identificou que o ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Rodrigo Bacellar, recebeu cerca de R$ 4 milhões em pagamentos em espécie do contraventor Adilson Oliveira Coutinho Filho, conhecido como Adilsinho, apontado como líder da máfia do cigarro no estado.

A 5ª fase da Operação Unha e Carne, deflagrada pela Polícia Federal nesta quinta-feira (2), trouxe à tona detalhes sobre o pagamento de quase R$ 4 milhões ao ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Rodrigo Bacellar (União Brasil), por meio de depósitos em espécie realizados por Adilsinho, apontado como chefe da máfia do cigarro no Rio. Documentos apreendidos pela PF indicam que Bacellar era identificado pelo codinome “Barba” nas planilhas do grupo criminoso, que detalhavam pagamentos em dinheiro vivo a políticos envolvidos no esquema. Conforme os registros, foram realizados três depósitos em espécie a Bacellar: R$ 2 milhões em julho, R$ 925 mil em agosto e R$ 1 milhão em setembro, embora os anos exatos não tenham sido especificados. A investigação revelou que Adilsinho se referia aos políticos corruptos como “clientes” e mantinha anotações minuciosas sobre os valores pagos, tanto em espécie quanto via transferências bancárias. Diferentemente de outros envolvidos, Bacellar teria recebido exclusivamente dinheiro em espécie. A defesa do contraventor nega as acusações relacionadas a esses pagamentos. Além de Bacellar, o ex-governador Cláudio Castro (PL) também aparece em listas encontradas na residência de Adilsinho, conforme já divulgado anteriormente. Durante a operação, o pastor Márcio Poncio foi preso, e mandados de busca e apreensão foram cumpridos contra Adilsinho e outros investigados. Bacellar, que já estava detido, será transferido do Complexo Penitenciário de Bangu para um presídio federal. Adilsinho está preso desde fevereiro, após ter escapado de pelo menos duas ofensivas anteriores da Polícia Federal. A máfia do cigarro, comandada por Adilsinho, controlava em 2024 cerca de 45 dos 92 municípios do Rio de Janeiro, impondo exclusividade na venda dos maços produzidos pela quadrilha. Em novembro de 2022, durante a Operação Smoke Free, a PF encontrou listas com nomes de pelo menos 25 políticos ligados ao esquema, armazenadas numa mala de couro na cabeceira da cama do bicheiro. O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, autorizou os mandados de prisão e busca, além do sequestro de bens e valores que podem chegar a R$ 22 milhões. Entre os alvos também está o ex-deputado Marco Antônio Cabral, filho do ex-governador Sérgio Cabral, que responde a investigações relacionadas ao esquema.

Contexto

A Operação Unha e Carne é uma investigação da Polícia Federal que mira uma complexa rede de corrupção envolvendo contravenção e políticos no Rio de Janeiro. O foco principal é a máfia do cigarro, liderada por Adilsinho, que controla a comercialização ilegal de cigarros em diversos municípios do estado. A operação já cumpriu diversas fases, resultando em prisões e apreensões significativas. O caso ganhou repercussão nacional ao revelar a participação de figuras políticas importantes, como Rodrigo Bacellar e Cláudio Castro, além de integrantes de famílias influentes, como o pastor Márcio Poncio e o ex-deputado Marco Antônio Cabral. O ministro Alexandre de Moraes tem atuado diretamente na condução das medidas judiciais para desarticular o esquema e recuperar valores desviados.

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