
Pré-candidato do Novo aponta que Renan Santos faz promessas sem base e destaca diferenças nas pesquisas eleitorais
Em entrevista ao canal Derrubando Muros, o ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência, Romeu Zema (Novo), criticou o pré-candidato Renan Santos (Missão) por não possuir experiência em gestão pública e por realizar promessas consideradas exageradas.
Durante uma entrevista concedida nesta segunda-feira (6) ao canal do YouTube “Derrubando Muros”, Romeu Zema, ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência pelo partido Novo, avaliou a ascensão do pré-candidato Renan Santos, do partido Missão, na corrida eleitoral de 2026. Zema afirmou que Renan não tem experiência na administração pública e o acusou de “sair dando tiro como metralhadora”, referindo-se às promessas feitas sem um histórico concreto de realizações. “Ele não teve uma experiência na gestão pública e sai prometendo mundos e fundos. Falta a ele um histórico de entrega e um currículo que comprove isso”, declarou o ex-governador. Questionado sobre o desempenho de Renan em pesquisas, Zema ressaltou que algumas das sondagens que apontam crescimento do pré-candidato são feitas pela internet, com amostras que não refletem a população brasileira como um todo. “Estamos numa democracia e todos têm direito a ser candidatos. Mas as pesquisas feitas por amostragem mais representativa mostram resultados diferentes”, explicou. De acordo com a pesquisa Quaest divulgada em 10 de junho, a disputa presidencial permanece polarizada entre o presidente Lula (PT), com 39% das intenções de voto, e Flávio Bolsonaro (PL), com 29%. Renan Santos e Ronaldo Caiado (PSD) aparecem empatados com 3%, enquanto Romeu Zema registra 2%, considerando a margem de erro de dois pontos percentuais. Renan Santos, de 42 anos, é fundador do Movimento Brasil Livre (MBL), grupo que ganhou destaque em 2016 ao liderar manifestações pelo impeachment da então presidente Dilma Rousseff (PT). Entre suas propostas estão a implementação da pena de morte para combater o crime organizado e uma reforma no Judiciário que limitaria o Supremo Tribunal Federal ao papel de Corte Constitucional. Romeu Zema, 61 anos, foi empresário antes de ingressar na política. Ele foi eleito governador de Minas Gerais em 2018, derrotando Antonio Anastasia (PSDB) com mais de 70% dos votos no segundo turno, e reeleito em 2022 no primeiro turno. Renunciou ao cargo em abril de 2026 para se candidatar à Presidência. Ambos apostam na chamada “terceira via”, buscando uma alternativa entre Lula e Flávio Bolsonaro. Contudo, levantamento do g1 com dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) indica que desde a redemocratização, candidatos que se apresentam como terceira via têm dificuldades para romper o padrão de polarização entre duas candidaturas principais.
Contexto
A corrida presidencial de 2026 no Brasil tem se caracterizado por uma polarização entre o atual presidente Lula (PT) e o pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL). Em meio a esse cenário, surgem candidaturas que buscam oferecer uma alternativa, como Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão). Zema, com experiência como governador de Minas Gerais, tem criticado a falta de experiência e o estilo agressivo de campanha de Renan, que é conhecido por sua atuação no Movimento Brasil Livre e por propostas controversas, como a pena de morte e reformas judiciais profundas. Pesquisas recentes indicam que, apesar do crescimento em algumas sondagens, Renan ainda figura com baixa intenção de votos em levantamentos mais amplos e representativos.