
Líder do PL enfatiza importância da unidade interna para encaminhar candidaturas nas eleições de 2026
O presidente nacional do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, afirmou nesta quarta-feira (8) que os desentendimentos entre Michelle Bolsonaro e Flávio Bolsonaro precisam ser resolvidos em até 20 dias para que o partido possa definir seu rumo nas eleições de 2026.
Valdemar Costa Neto, presidente do PL, abordou os recentes conflitos internos envolvendo Michelle Bolsonaro, ex-primeira-dama, e Flávio Bolsonaro, senador e filho do ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo Costa Neto, os dois não mantêm diálogo desde as trocas de acusações públicas nas redes sociais, o que tem gerado preocupação sobre a coesão do partido. “Michelle é uma pessoa especial. Ela tem talento, é uma grande líder, e nós precisamos dela com a gente. Nós não podemos sair brigando dentro de casa. Temos que acertar isso aí em 20 dias pra gente tomar um rumo”, declarou o dirigente.
A declaração ocorre a pouco mais de duas semanas da convenção nacional do PL, marcada para 25 de julho, evento crucial para oficializar candidaturas para as eleições presidenciais de outubro de 2026. A convenção é uma etapa obrigatória para o registro das chapas junto à Justiça Eleitoral.
Flávio Bolsonaro foi escolhido pelo pai, Jair Bolsonaro, para concorrer à Presidência da República, mas ainda não definiu seu candidato a vice. Sobre essa escolha, Costa Neto comentou que a senadora Tereza Cristina (PP-MS) foi uma opção defendida por ele, porém, atualmente, ela possui outras “pretensões” políticas. Quanto a Daniella Marques, ex-auxiliar do ex-ministro Paulo Guedes e recente filiada ao Republicanos, o presidente do PL ressaltou a necessidade de um nome que agregue votos: “Daniella Marques é uma excelente pessoa, mas precisa ter voto. Tem que trazer alguém que tenha voto”.
A crise familiar ganhou repercussão no fim de junho, quando Michelle Bolsonaro divulgou um vídeo nas redes sociais relatando ter sido maltratada e humilhada por Flávio Bolsonaro, seu enteado. Posteriormente, o senador pediu desculpas publicamente, afirmando não ter intenção de ofendê-la. A tensão aumentou quando Michelle compartilhou um vídeo do ex-governador Anthony Garotinho, que fazia acusações envolvendo Daniel Vorcaro, do Banco Master, e Flávio reagiu criticando a ex-primeira-dama por divulgar informações que considerou equivocadas.
Diante do clima, Michelle Bolsonaro decidiu renunciar à presidência do PL Mulher, decisão tomada em reunião com Valdemar Costa Neto. O episódio evidencia as dificuldades internas do partido em manter a unidade diante dos conflitos pessoais entre seus principais nomes.
A expectativa é que o PL consiga superar essas divergências para consolidar sua estratégia eleitoral nas próximas semanas, garantindo uma chapa competitiva e alinhada para as eleições presidenciais de 2026.
Contexto
O Partido Liberal (PL) enfrenta um momento delicado em sua estrutura interna devido aos desentendimentos entre Michelle Bolsonaro e Flávio Bolsonaro, que têm repercutido publicamente desde o final de junho de 2026. A convenção nacional do partido, prevista para 25 de julho, é o prazo final para a definição das candidaturas oficiais para as eleições presidenciais. A unidade do PL é vista como fundamental para fortalecer a candidatura de Flávio Bolsonaro, indicado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, e para apresentar um vice que agregue votos e apoios políticos. A crise familiar, envolvendo figuras centrais do partido, pode impactar diretamente a imagem e a estratégia do PL no cenário eleitoral.