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Política Nacional

Lula convoca ministros para debater tarifaço dos EUA de 25% sobre produtos brasileiros

Governo brasileiro avalia aplicação da Lei da Reciprocidade após anúncio de nova tarifa americana sobre produtos do Brasil

Lula convoca ministros para debater tarifaço dos EUA de 25% sobre produtos brasileiros - tarifaço dos EUA sobre produtos brasileiros

Lula convoca ministros para debater tarifaço dos EUA de 25% sobre produtos brasileiros - tarifaço dos EUA sobre produtos brasileiros

Governo brasileiro avalia aplicação da Lei da Reciprocidade após anúncio de nova tarifa americana sobre produtos do Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva convocou uma reunião no Palácio do Planalto com ministros para discutir a imposição de uma tarifa adicional de 25% pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, medida que entra em vigor no próximo dia 22 de julho.

Na quinta-feira, 16 de julho de 2026, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva reuniu-se com ministros-chave para tratar da recente decisão dos Estados Unidos de aplicar uma tarifa extra de 25% sobre determinados produtos brasileiros. A reunião contou com a presença do ministro da Fazenda, Dario Durigan, da ministra da Casa Civil, Miriam Belchior, do ministro da Indústria, Desenvolvimento e Comércio, Márcio Elias Rosa, e do chanceler Mauro Vieira. O encontro ocorreu no Palácio do Planalto e teve como objetivo definir a estratégia do governo diante do que tem sido denominado como um novo “tarifaço” americano. A imposição da tarifa foi confirmada pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) na quarta-feira, 15 de julho, e inclui uma extensa lista de isenções, preservando produtos como petróleo, café e carne bovina. A medida está prevista para entrar em vigor em 22 de julho. O tarifaço é resultado de uma investigação conduzida pelo USTR ao longo de um ano, fundamentada na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, que autoriza o governo americano a apurar e combater barreiras comerciais em outros países. O governo dos EUA, sob a administração Trump, justificou a imposição da tarifa com argumentos que abrangem aspectos econômicos, jurídicos e ambientais, além de alegações políticas. O secretário de Estado americano, Marco Rubio, acusou o governo Lula de “não negociar de boa-fé”, indicando um caráter político na medida. Em resposta, o governo brasileiro divulgou nota classificando a decisão como um “marco lastimável” nas relações bilaterais e repudiou a imposição da tarifa. O presidente Lula anunciou que o Brasil acionará a Lei da Reciprocidade para reagir à medida unilateral dos Estados Unidos. Segundo dados do governo americano, os EUA acumularam um superávit de US$ 424,5 bilhões em bens e serviços com o Brasil nos últimos 15 anos, o que reforça a posição brasileira contra a tarifa. Após a reunião, estão previstos pronunciamentos oficiais do governo nas sedes do Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) e do Ministério da Indústria, Desenvolvimento e Comércio (MDIC) para detalhar os próximos passos da estratégia brasileira.

Contexto

A decisão dos Estados Unidos de impor tarifas adicionais sobre produtos brasileiros ocorre em um momento de tensões comerciais globais, em que medidas protecionistas têm sido utilizadas como instrumento político e econômico. A Seção 301 da Lei de Comércio de 1974 tem sido frequentemente empregada pelos EUA para investigar práticas comerciais consideradas injustas e aplicar sanções tarifárias. O governo brasileiro, por sua vez, busca preservar suas exportações e manter relações comerciais equilibradas, recorrendo a mecanismos legais como a Lei da Reciprocidade para responder a medidas unilaterais.

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