
Documentos da Polícia Federal apontam que irmã de 'Sicário' tentou extorquir recursos em troca de informações sigilosas sobre a família Vorcaro.
Novas revelações da Polícia Federal indicam que Joana Mourão, irmã de Luiz Phillipi Mourão, conhecido como ‘Sicário’, tentou obter ajuda financeira ameaçando divulgar dados sigilosos ligados ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro e sua família, no âmbito das investigações da Operação Compliance Zero.
A Polícia Federal divulgou nesta terça-feira (16) documentos que detalham a atuação de integrantes do esquema criminoso relacionado ao Banco Master, comandado pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Segundo as investigações, Joana Mourão, irmã de Luiz Phillipi Mourão, o “Sicário”, pressionou Manoel Mendes Rodrigues, conhecido como Manolo, para obter recursos financeiros, ameaçando expor informações armazenadas na nuvem do celular do irmão. Joana alegava que o conteúdo poderia comprometer a família Vorcaro, caso não recebesse apoio financeiro. Manolo, líder do grupo denominado “Turma”, atuava no Rio de Janeiro sob a coordenação de Henrique Vorcaro, pai de Daniel, e era responsável por garantir recursos e silenciar ameaças contra o grupo criminoso. A PF aponta que, até sua prisão, Manolo participou ativamente da manutenção do esquema, inclusive negociando pessoalmente com Joana Mourão. Daniel Vorcaro, preso em março de 2026 durante a Operação Compliance Zero, é acusado de liderar uma organização criminosa que promovia fraudes financeiras no Banco Master. Seu pai, Henrique Vorcaro, detido em maio na 6ª fase da operação, é suspeito de integrar o chamado “núcleo violento”, responsável por coagir e intimidar envolvidos e testemunhas. Luiz Phillipi Mourão, o “Sicário”, braço direito de Daniel, foi preso na 3ª fase da operação e desempenhava funções cruciais na obtenção ilegal de dados e ações de intimidação. Após sua prisão, sofreu tentativa de suicídio na cela e teve morte cerebral confirmada dias depois. Joana Mourão, além de cobrar dinheiro de Manolo e Henrique Vorcaro, aparece nas investigações como uma peça-chave na tentativa de chantagem contra a família Vorcaro. A Polícia Federal identificou encontros entre Joana e Manolo para negociar o silêncio mediante ajuda financeira. Manolo, por sua vez, era reconhecido no meio da contravenção como um agente de pressão física e moral, utilizado para garantir os interesses da organização criminosa. A Operação Compliance Zero segue desvendando a complexa rede de fraudes, ameaças e coação que envolvia o Banco Master e seus operadores, destacando o papel central da família Vorcaro e seus aliados na manutenção do esquema.
Contexto
A Operação Compliance Zero da Polícia Federal investiga desde 2026 uma organização criminosa responsável por fraudes financeiras no Banco Master. Diversas fases da operação resultaram na prisão de membros da família Vorcaro e seus associados, incluindo Daniel Vorcaro, ex-banqueiro e líder do esquema, seu pai Henrique Vorcaro e Luiz Phillipi Mourão, o “Sicário”, braço direito de Daniel. As investigações revelam um sistema de ameaças, coação e chantagens financeiras para garantir o silêncio de envolvidos e proteger os interesses do grupo criminoso.