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Política Nacional

TSE firma acordo com partidos para coibir fraudes em cotas eleitorais nas eleições de 2026

Medidas incluem modernização de sistemas e fiscalização rigorosa para garantir cumprimento das cotas de gênero e raça nas candidaturas eleitorais.

TSE firma acordo com partidos para coibir fraudes em cotas eleitorais nas eleições de 2026

TSE firma acordo com partidos para coibir fraudes em cotas eleitorais nas eleições de 2026

Medidas incluem modernização de sistemas e fiscalização rigorosa para garantir cumprimento das cotas de gênero e raça nas candidaturas eleitorais.

Com as eleições de 2026 se aproximando, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) estabeleceu um acordo com partidos políticos para assegurar o cumprimento das cotas eleitorais destinadas a mulheres, pessoas negras e indígenas, buscando combater fraudes e irregularidades que têm marcado os últimos pleitos.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) firmou um compromisso com as legendas políticas para reforçar o cumprimento das cotas eleitorais nas eleições de 2026, especialmente as destinadas a mulheres, pessoas negras e indígenas. A legislação eleitoral brasileira determina que, para candidaturas de cada sexo, o mínimo deve ser de 30% e o máximo de 70%, garantindo a participação mínima de mulheres em 30% das candidaturas. Para candidaturas de pessoas negras, embora não exista uma cota mínima de candidaturas, a lei exige que pelo menos 30% dos recursos do Fundo Eleitoral e do Fundo Partidário sejam destinados a essas campanhas. Já para os indígenas, o repasse deve respeitar a proporção de gênero dentro dos partidos.

Essas regras visam ampliar a representatividade desses grupos na política, mas têm sido alvo de fraudes e irregularidades. Em resposta, o TSE intensificou a fiscalização e anunciou a modernização dos sistemas de registro e prestação de contas eleitorais para garantir maior transparência e controle.

Entre os casos polêmicos recentes, destaca-se a controvérsia envolvendo o ex-candidato ao governo da Bahia, Antônio Carlos Magalhães Neto (ACM Neto), que em 2022 declarou-se pardo para fins eleitorais, o que gerou questionamentos sobre a autodeclaração racial e o uso das cotas para candidaturas negras. Apesar do debate, não houve punição judicial.

Outro caso em análise pelo TSE envolve o partido Podemos no Amapá, acusado de fraude à cota de gênero nas eleições de 2022. O partido teria registrado candidaturas femininas fictícias, com candidatas que não abriram contas de campanha, não movimentaram recursos nem realizaram atos eleitorais efetivos. O relator do processo, ministro André Mendonça, votou pelo reconhecimento da fraude, mas o julgamento foi suspenso após pedido de vista do ministro Dias Toffoli, com retomada prevista para 23 de junho de 2026.

Em Goiás, o TSE identificou fraudes semelhantes nas eleições municipais de 2020 nos municípios de Cabeceiras e Novo Gama, onde candidatas femininas apresentaram baixíssima votação, ausência de campanha ativa e prestação de contas irregular. Como consequência, os diplomas dos candidatos vinculados às chapas foram cassados, votos anulados e candidatas declaradas inelegíveis por oito anos.

No Piauí, em 2019, o TSE confirmou a cassação de seis vereadores eleitos em Valença do Piauí por uso de candidaturas femininas fictícias nas eleições de 2016. A decisão ressaltou a importância da efetividade das políticas de ampliação da participação feminina e aplicou inelegibilidade a candidatos envolvidos nas fraudes.

Para fortalecer o controle, o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, anunciou a atualização do sistema Candex, utilizado para registro de candidaturas, que passará a integrar o Cadastro Eleitoral e o Sistema de Gestão de Informações Partidárias (SGIP), permitindo validação automática e uso online. Além disso, o novo sistema Conta+JE substituirá o atual Sistema de Prestação de Contas Eleitorais (SPCE), integrando plataformas como Gov.br e e-Título, e contará com uma ferramenta para detectar inconsistências em tempo real, agilizando a correção de irregularidades.

Essas medidas refletem o compromisso do TSE e dos partidos em garantir a transparência e o cumprimento das cotas, buscando ampliar a representatividade e a participação efetiva de mulheres, negros e indígenas na política brasileira nas eleições de 2026.

Contexto

As cotas eleitorais foram instituídas para promover maior diversidade e inclusão na política brasileira, assegurando a participação mínima de mulheres, negros e indígenas nas candidaturas e na destinação de recursos eleitorais. Desde sua implementação, o cumprimento dessas cotas tem enfrentado desafios, com diversos casos de candidaturas fictícias e fraudes que comprometem o objetivo das políticas afirmativas. O TSE tem atuado para coibir essas práticas por meio de fiscalização rigorosa e aprimoramento dos sistemas tecnológicos que suportam o processo eleitoral, buscando garantir a efetividade das normas e a legitimidade das eleições.

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