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Política Nacional

Aprovação de Lula Empata com Desaprovação em Pesquisa Datafolha Após Medidas do Governo

Medidas do chamado ‘pacote de bondades’ influenciam cenário político e eleitoral, enquanto oposição critica ações do governo.

Aprovação de Lula Empata com Desaprovação em Pesquisa Datafolha Após Medidas do Governo

Aprovação de Lula Empata com Desaprovação em Pesquisa Datafolha Após Medidas do Governo

Medidas do chamado 'pacote de bondades' influenciam cenário político e eleitoral, enquanto oposição critica ações do governo.

A última pesquisa Datafolha revela que a aprovação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a empatar com a desaprovação, refletindo o impacto das recentes medidas sociais adotadas pelo governo, em meio à disputa eleitoral que se intensifica.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) viu sua aprovação igualar-se à desaprovação, segundo levantamento divulgado pelo Datafolha. Após um período em que a desaprovação superava a aprovação, o cenário atual aponta 48% para cada lado, com 3% dos entrevistados indecisos ou sem resposta. Essa mudança é atribuída pelo governo às recentes iniciativas sociais, como o “Novo Desenrola” (também chamado de “Desenrola 2.0”), o fim da isenção para compras internacionais de até US$ 50, conhecida popularmente como “taxa das blusinhas”, além da concessão de crédito para taxistas e motoristas de aplicativos.

O governo federal defende que as ações são necessárias e justificadas, mesmo em ano eleitoral, e planeja continuar implementando medidas para auxiliar famílias endividadas, mas que ainda não estão inadimplentes. O Ministério da Fazenda estuda formas de viabilizar esse auxílio ainda neste semestre, período em que o presidente Lula também pretende avançar com a aprovação do fim da escala de trabalho 6×1, uma das bandeiras da atual gestão.

Apesar do empate na aprovação e desaprovação, a avaliação positiva do governo (considerada “ótimo” ou “bom”) permanece abaixo da avaliação negativa (“ruim” ou “péssimo”), embora a diferença tenha diminuído de 11 pontos percentuais em abril para 6 pontos na pesquisa atual. A equipe do presidente considera esse equilíbrio e a redução da rejeição como elementos fundamentais para a disputa eleitoral que se aproxima.

Além disso, o Datafolha apontou uma queda nas intenções de voto do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que vinha crescendo desde o lançamento de sua candidatura pelo pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. Nas simulações de segundo turno, Flávio passou de 45% para 43%, enquanto Lula subiu de 45% para 47%. Assessores do presidente destacam que ainda há espaço para explorar a relação entre Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, uma vez que 36% da população ainda não tem conhecimento sobre as notícias envolvendo essa ligação.

A oposição, por sua vez, critica as medidas do governo classificando-as como eleitoreiras, mas o Palácio do Planalto mantém a defesa de que não pode interromper as ações sociais em ano eleitoral, buscando consolidar o apoio popular para as eleições que se aproximam.

Contexto

Desde o início do mandato de Luiz Inácio Lula da Silva em 2023, o governo tem implementado uma série de medidas sociais e econômicas para mitigar os impactos da crise econômica e melhorar a qualidade de vida da população. Entre essas ações está o “Novo Desenrola”, programa que oferece renegociação de dívidas, além de créditos direcionados a categorias específicas, como taxistas e motoristas de aplicativos. A isenção para compras internacionais de até US$ 50, popularmente chamada de “taxa das blusinhas”, foi revogada recentemente, gerando debates sobre seus efeitos.

O cenário político está marcado pela proximidade das eleições presidenciais de 2026, com a oposição intensificando críticas às políticas do governo e a equipe de Lula buscando consolidar sua base eleitoral. A pesquisa Datafolha, tradicionalmente uma referência para análise do clima político nacional, tem sido um termômetro importante para avaliar a percepção da população sobre o governo e seus principais adversários.

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