Ex-presidente internado com pneumonia bilateral desde sexta-feira, defesa reforça pedido de prisão domiciliar
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, autorizou nesta quarta-feira (18) a visita dos advogados do ex-presidente Jair Bolsonaro no Hospital DF Star, onde ele está internado desde a última sexta-feira (13) com broncopneumonia bacteriana bilateral. A defesa do ex-chefe do Executivo voltou a solicitar a concessão de prisão domiciliar, alegando a necessidade de cuidados médicos adequados.
Jair Bolsonaro permanece hospitalizado no Hospital DF Star, em Brasília, desde o dia 13 de março, após apresentar sintomas como febre alta, queda na saturação de oxigênio, sudorese e calafrios. O diagnóstico foi de broncopneumonia bacteriana bilateral, causada pela aspiração de líquido do estômago. Conforme boletim médico divulgado na terça-feira (17), o ex-presidente apresentou melhora clínica e laboratorial, incluindo redução dos marcadores inflamatórios, e segue recebendo antibioticoterapia endovenosa, suporte clínico intensivo e fisioterapia respiratória e motora.
Na última terça-feira, o ministro Alexandre de Moraes havia autorizado a visita dos advogados Paulo Bueno e Daniel Tesser para o dia 17, mas posteriormente redesignou o encontro para esta quarta-feira (18), conforme despacho em que ressaltou a observância das regras do hospital.
A visita ocorre após o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e os advogados do ex-presidente terem se reunido com Moraes para reforçar o pedido de transferência de Bolsonaro para prisão domiciliar. Flávio classificou o encontro como “tranquilo e objetivo” e informou que o ministro analisará a solicitação em “momento oportuno”, sem estabelecer prazo para decisão.
A defesa argumenta que a prisão domiciliar não configura privilégio, mas sim uma medida necessária para garantir condições mínimas de tratamento médico adequado. Segundo os advogados, o relatório clínico indica possibilidade de agravamento do quadro de saúde, e a permanência na Penitenciária da Papuda expõe Bolsonaro a riscos progressivos, já que a equipe médica do sistema prisional não teria capacidade para acompanhamento contínuo e resposta imediata a eventuais complicações.
Atualmente, o ex-presidente cumpre pena de 27 anos e 3 meses no âmbito do processo relacionado à trama golpista em Brasília. A defesa enfatiza que a prisão domiciliar permitiria acompanhamento constante por familiares e profissionais de saúde, além de acesso imediato a atendimento hospitalar em emergências.
Contexto
Jair Bolsonaro está preso desde que foi condenado por envolvimento em ações consideradas golpistas na capital federal. Sua internação recente por broncopneumonia bacteriana bilateral agravou as discussões sobre a viabilidade de sua permanência no sistema prisional. O pedido de prisão domiciliar já havia sido apresentado anteriormente, mas ganhou novo impulso após o agravamento do quadro clínico do ex-presidente. O ministro Alexandre de Moraes, responsável pelo caso no STF, tem sido o interlocutor direto das decisões judiciais relacionadas à custódia de Bolsonaro e às solicitações da defesa.