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Política Nacional

Juliano Cazarré defende curso sobre masculinidade e rebate críticas sobre ‘homens tóxicos’

Ator promove debate sobre masculinidade, liderança e espiritualidade cristã em curso presencial que gera controvérsia na classe artística.

Juliano Cazarré defende curso sobre masculinidade e rebate críticas sobre 'homens tóxicos'

Juliano Cazarré defende curso sobre masculinidade e rebate críticas sobre 'homens tóxicos'

Ator promove debate sobre masculinidade, liderança e espiritualidade cristã em curso presencial que gera controvérsia na classe artística.

No programa GloboNews Debate desta terça-feira (12), o ator Juliano Cazarré defendeu seu curso presencial ‘O Farol e a Forja’, voltado para homens, e rebateu críticas relacionadas ao estigma de ‘homens tóxicos’ na atualidade.

Durante participação no GloboNews Debate em 12 de maio de 2026, Juliano Cazarré abordou a temática da masculinidade e o papel dos homens na sociedade contemporânea. O ator destacou que muitos homens têm sido injustamente rotulados como tóxicos apenas por sua condição masculina. “Estou falando para essa galera que foi esquecida. Para homens e meninos que há duas décadas ouvem que são tóxicos só por serem homens”, afirmou.

O debate ocorreu semanas após o lançamento do curso presencial ‘O Farol e a Forja’, anunciado por Cazarré em abril. O projeto, que acontece nos dias 24, 25 e 26 de julho em São Paulo, é descrito como o maior encontro de homens do Brasil e tem como foco temas como liderança, masculinidade e espiritualidade cristã. O ator explicou que o curso não se trata de autoajuda, mas sim de um espaço para diálogo e reflexão sobre a masculinidade.

“Vejo o evento como um congresso para conversar e debater. Se fosse autoajuda, por que seria algo negativo?”, questionou. O encontro será dividido em três pilares: vida profissional e legado; vida pessoal, incluindo paternidade, virtudes e dieta; e vida interior, com ênfase na masculinidade e no cristianismo, culminando com a celebração de uma Santa Missa.

Cazarré também defendeu a ideia de que homens e mulheres apresentam diferenças naturais em seus comportamentos e formas de comunicação. “O homem é mais voltado para resolver problemas, para agir. Não estou dizendo que homens devem ser calados. Sou pai de quatro meninos e duas meninas e quero criar meninos empáticos, corajosos, viris e capazes de solucionar problemas”, declarou.

A psicanalista Vera Iaconelli, presente no debate, contrapôs os argumentos do ator, ressaltando a importância de os homens ouvirem as mulheres, especialmente no que diz respeito à violência de gênero e à construção da masculinidade. “Quando as mulheres dizem ‘parem de nos matar’, não estão dizendo para os homens deixarem de ser homens, mas que repensem a masculinidade. Muitos homens se ofendem ao ouvir as mulheres e interpretam tudo como uma acusação”, afirmou.

O lançamento do curso ‘O Farol e a Forja’ provocou reações diversas no meio artístico, com algumas críticas de atrizes e colegas de profissão. Mesmo ciente das controvérsias, Cazarré optou por seguir com a iniciativa, que tem como lema “o mundo precisa de homens que assumam seu papel”.

Contexto

Nos últimos anos, o debate sobre masculinidade tem ganhado espaço no Brasil, com discussões que envolvem igualdade de gênero, violência contra a mulher e redefinição dos papéis sociais. Iniciativas como cursos e encontros voltados para homens buscam promover reflexões sobre o comportamento masculino e sua relação com a sociedade. No entanto, esses projetos frequentemente enfrentam críticas e polêmicas, especialmente quando questionam discursos que associam a masculinidade a características negativas, como a ideia de ‘homem tóxico’. Juliano Cazarré, ator conhecido por seu engajamento em temas sociais, lançou o curso ‘O Farol e a Forja’ com o objetivo de fomentar um diálogo aberto sobre esses assuntos, alinhando liderança e espiritualidade cristã como pilares da proposta.

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