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Política Nacional

TSE julga decisão de Nunes Marques que suspendeu pesquisa com queda de Flávio Bolsonaro

Presidente do TSE determinou retirada da pesquisa após questionamentos do PL sobre metodologia e possível indução dos entrevistados

TSE julga decisão de Nunes Marques que suspendeu pesquisa com queda de Flávio Bolsonaro - TSE suspende pesquisa Flávio Bolsonaro

TSE julga decisão de Nunes Marques que suspendeu pesquisa com queda de Flávio Bolsonaro - TSE suspende pesquisa Flávio Bolsonaro

Presidente do TSE determinou retirada da pesquisa após questionamentos do PL sobre metodologia e possível indução dos entrevistados

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deve decidir nesta terça-feira (9) se mantém ou revoga a suspensão determinada pelo presidente da Corte, Kassio Nunes Marques, que ordenou a retirada de uma pesquisa do Instituto AtlasIntel que apontava queda nas intenções de voto do pré-candidato Flávio Bolsonaro.

Na última segunda-feira (8), o ministro Kassio Nunes Marques, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou a suspensão da divulgação e a retirada de uma pesquisa eleitoral realizada pelo Instituto AtlasIntel. O levantamento, divulgado em maio, indicava uma redução de cinco pontos percentuais nas intenções de voto para Flávio Bolsonaro, pré-candidato pelo Partido Liberal (PL). A decisão ocorreu após representação do PL, que alegou que o questionário da pesquisa continha perguntas que poderiam induzir respostas negativas sobre o senador, especialmente relacionadas ao Banco Master e ao empresário Daniel Vorcaro, tema que ganhou repercussão após o vazamento de um áudio em que Flávio Bolsonaro solicita recursos para um filme sobre Jair Bolsonaro. Segundo o ministro, o questionário continha 49 perguntas, sendo oito delas sequenciais e direcionadas ao Banco Master, o que poderia influenciar a percepção dos entrevistados e comprometer a função informativa da pesquisa. Nunes Marques destacou que a controvérsia ultrapassa divergências metodológicas e envolve a possibilidade de indução dos entrevistados, justificando a suspensão até análise colegiada do TSE. A AtlasIntel informou que respeita a decisão e está colaborando com o tribunal, fornecendo informações sobre a metodologia empregada, e confia na avaliação técnica da Corte para validar a robustez do estudo. O julgamento desta terça-feira contará com a participação dos ministros André Mendonça, Dias Toffoli, Antonio Carlos Ferreira, Ricardo Villas Bôas Cueva, Floriano Azevedo Marques Neto e Estela Aranha. Apesar de Dias Toffoli ter declarado suspeição em casos relacionados ao Banco Master no Supremo Tribunal Federal (STF), a expectativa é que ele participe da análise no TSE. Internamente, alguns ministros manifestaram dúvidas sobre a urgência da decisão individual de Nunes Marques, uma vez que a pesquisa foi divulgada em maio. A decisão do TSE é vista como um indicativo do perfil da Corte nas eleições de outubro, sob a presidência de Nunes Marques, que assumiu o comando em maio e tem adotado postura mais discreta e menos intervencionista em disputas eleitorais. A pesquisa do Instituto AtlasIntel entrevistou 5.032 eleitores entre 13 e 18 de maio, com margem de erro de 1 ponto percentual e nível de confiança de 95%. O PL argumentou que o levantamento apresentava uma sequência de temas que poderiam construir uma narrativa negativa, incluindo medo eleitoral, comparação entre Lula e Flávio Bolsonaro, suposta fraude financeira, envolvimento do Banco Master, Daniel Vorcaro e conversas vazadas, culminando em possível enfraquecimento da candidatura de Flávio Bolsonaro. Além disso, o partido contestou o uso do áudio vazado na pesquisa, alegando falta de comprovação de autenticidade. Nunes Marques ressaltou que outras 27 pesquisas realizadas pela AtlasIntel não apresentaram questionários semelhantes nem utilizaram áudios, reforçando a singularidade do caso em análise.

Contexto

A decisão do TSE ocorre em um momento delicado do processo eleitoral, com a corte sob nova presidência desde maio de 2026. A suspensão da pesquisa reflete o debate sobre a influência das pesquisas eleitorais na formação da opinião pública e a necessidade de garantir a lisura e a imparcialidade desses levantamentos. O caso também destaca a tensão entre o direito à informação e a proteção contra possíveis manipulações que possam interferir no pleito eleitoral. A participação do PL na contestação da pesquisa evidencia a sensibilidade das campanhas diante de dados que possam impactar a imagem dos candidatos.

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