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Política Nacional

Michelle Bolsonaro deixa presidência do PL Mulher após crise interna no Partido Liberal

Ex-primeira-dama encerra comando do núcleo feminino do PL, que ampliou participação feminina na política em 2024

Michelle Bolsonaro deixa presidência do PL Mulher após crise interna no Partido Liberal

Michelle Bolsonaro deixa presidência do PL Mulher após crise interna no Partido Liberal

Ex-primeira-dama encerra comando do núcleo feminino do PL, que ampliou participação feminina na política em 2024

Michelle Bolsonaro comunicou nesta terça-feira (30) sua decisão de deixar a presidência do PL Mulher, núcleo feminino do Partido Liberal, após uma reunião com o presidente nacional Valdemar Costa Neto. A saída ocorre em meio a tensões internas envolvendo o senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato do partido à Presidência da República.

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro anunciou oficialmente sua saída da presidência do PL Mulher, grupo do Partido Liberal dedicado a incentivar a participação feminina na política. A decisão foi formalizada em encontro com Valdemar Costa Neto, presidente nacional do PL, realizado em Brasília. Em comunicado, Michelle explicou que pretende dedicar-se integralmente ao cuidado do marido, o ex-presidente Jair Bolsonaro, e da filha, após refletir sobre o momento atual da família.

Durante sua gestão, iniciada em 2023, Michelle destacou que o PL Mulher passou de um movimento praticamente inexistente a uma das maiores forças políticas femininas do país. Ela ressaltou a expansão dos diretórios estaduais e municipais, além da nomeação de lideranças locais, o que contribuiu para a eleição de 1.005 candidatas nas eleições municipais de 2024, representando um aumento de 45,8% em relação ao pleito anterior, em 2020.

O PL Mulher tem como missão principal estimular a participação das mulheres na política e apoiar as que já exercem mandatos, oferecendo materiais de orientação, como manuais e guias. Entre os princípios que norteiam o grupo estão a valorização da família, da educação e da dignidade humana, alinhados aos dez princípios históricos do Partido Liberal, incluindo a defesa da vida desde a concepção, a redução da carga tributária, a proteção da propriedade privada e o combate às drogas.

Para candidatas, o PL Mulher disponibiliza o manual “Jornada Eleitoral”, que orienta sobre o processo de candidatura, desde a motivação até a decisão de concorrer. Para as mulheres que já ocupam cargos públicos, o guia “Necessaire Política” oferece estratégias para planejar e executar mandatos eficientes, como identificar problemas locais, estabelecer metas e avaliar resultados.

Além dos materiais, o PL Mulher mantém o projeto “Alicerça Brasil”, que promove a formação de grupos de até 12 mulheres filiadas para debates sobre política e os valores do partido, fortalecendo a base do movimento mesmo entre aquelas sem mandato.

A saída de Michelle ocorre após uma crise pública envolvendo o senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato do PL à Presidência da República. Embora não tenha detalhado o conflito, a ex-primeira-dama enfatizou a importância da família em sua decisão. Em sua nota, ela agradeceu à vice-presidente Priscila Costa, às presidentes estaduais e municipais, e à equipe nacional pelo empenho na expansão do movimento feminino dentro do partido.

Michelle também manifestou confiança no crescimento do PL Mulher e no fortalecimento da participação feminina nos espaços de poder, desejando que as mulheres ocupem cada vez mais posições decisivas na política brasileira. Ela encerrou sua mensagem com agradecimentos a Valdemar Costa Neto pela autonomia concedida e aos colaboradores que a acompanharam na trajetória à frente do grupo.

Contexto

O PL Mulher é a ala feminina do Partido Liberal (PL), criada para fomentar a presença das mulheres na política e fortalecer suas atuações nos mandatos eletivos. Em 2023, Michelle Bolsonaro assumiu a presidência nacional do grupo, que até então tinha pouca representatividade efetiva. Sob sua liderança, o movimento ganhou capilaridade, ampliando a participação feminina nas eleições municipais de 2024. A decisão da ex-primeira-dama de deixar o cargo ocorre em um momento de reestruturação interna do partido, marcado por tensões políticas e a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República.

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