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Internacional

Funeral de Ali Larijani reúne multidão em Teerã após morte em ataque israelense

Chefe do Conselho Supremo de Segurança do Irã foi assassinado em bombardeio aéreo em meio à escalada do conflito entre Irã e Israel

Chefe do Conselho Supremo de Segurança do Irã foi assassinado em bombardeio aéreo em meio à escalada do conflito entre Irã e Israel

Uma grande multidão tomou as ruas de Teerã nesta quarta-feira (18) para acompanhar o funeral de Ali Larijani, chefe de segurança iraniano morto em ataque aéreo israelense. O evento também homenageou Gholamreza Soleimani, comandante das forças Basij, e marinheiros iranianos mortos em incidente recente no oceano Índico.

Na manhã desta quarta-feira (18), milhares de iranianos se reuniram nas ruas de Teerã para prestar homenagem a Ali Larijani, chefe do Conselho Supremo de Segurança do Irã, que foi morto em um ataque aéreo realizado por Israel. O funeral também celebrou a memória de Gholamreza Soleimani, comandante da organização Basij, e dos marinheiros iranianos que faleceram após o torpedeamento de um navio da Marinha iraniana próximo ao Sri Lanka, ocorrido na semana passada.

De acordo com informações divulgadas pela mídia israelense, Larijani foi atingido durante um bombardeio de precisão em um apartamento na região de Pardis, onde estava com seu filho e um grupo de assessores e guarda-costas. O governo iraniano confirmou a morte na noite de terça-feira (17) por meio da agência estatal Fars, que qualificou Larijani como um dos mais proeminentes e prudentes funcionários do país.

O Exército de Israel declarou que Larijani assumiu o papel de “líder efetivo do regime iraniano” após o falecimento do líder supremo Ali Khamenei, ocorrido em 28 de fevereiro, no primeiro dia da ofensiva militar iniciada por Israel em parceria com os Estados Unidos. Além de Larijani, o ataque também resultou na morte de Gholamreza Soleimani, comandante das forças Basij, uma unidade da Guarda Revolucionária responsável pela repressão aos protestos internos no Irã no início deste ano.

O primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu utilizou suas redes sociais para confirmar as mortes e justificar a ofensiva. “Estamos minando este regime na esperança de dar ao povo iraniano a oportunidade de derrubá-lo. Isso não acontecerá de uma vez, nem será fácil”, afirmou Netanyahu, reforçando a posição de Israel como uma “grande potência” na região.

Ali Larijani, figura central do regime iraniano, ampliou sua influência após o início do conflito, especialmente após a morte de Khamenei e outras autoridades do país. Sua última aparição pública foi na sexta-feira (14), durante manifestações nacionais no Irã em celebração ao Dia de Al-Quds. Na semana anterior, Larijani fez uma ameaça direta ao então presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, dizendo: “Cuidado para não ser eliminado”.

O funeral desta quarta-feira reflete a tensão crescente na região e a complexidade do conflito entre Irã, Israel e seus respectivos aliados, que tem provocado uma série de ataques e represálias desde o fim de fevereiro.

Contexto

O assassinato de Ali Larijani ocorre em meio a uma escalada militar entre Irã e Israel, que começou em 28 de fevereiro com bombardeios coordenados entre Israel e Estados Unidos. A morte do líder supremo iraniano Ali Khamenei no mesmo dia marcou o início de uma nova fase de instabilidade na região. A Guarda Revolucionária iraniana, incluindo as forças Basij, tem desempenhado papel crucial na repressão interna e na resposta militar ao conflito. O episódio recente do torpedeamento de um navio iraniano próximo ao Sri Lanka, atribuído aos EUA, também intensificou as tensões. O funeral de Larijani e Soleimani simboliza a resistência do regime iraniano frente aos ataques externos e a solidariedade nacional em um momento delicado.

Multidão se reúne nas ruas de Teerã para participar de funeral de Ali Larijani. — Foto: Reprodução/Reuters

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