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Política Nacional

Rejeição de Jorge Messias ao STF surpreende PT que contava com apoio de Ciro Nogueira e senadores do PL

Articulação política do PT superestimou apoio e enfrentou resistência inesperada na sabatina do advogado-geral da União para o Supremo Tribunal Federal

Rejeição de Jorge Messias ao STF surpreende PT que contava com apoio de Ciro Nogueira e senadores do PL - Jorge Messias STF rejeição

Rejeição de Jorge Messias ao STF surpreende PT que contava com apoio de Ciro Nogueira e senadores do PL - Jorge Messias STF rejeição

Articulação política do PT superestimou apoio e enfrentou resistência inesperada na sabatina do advogado-geral da União para o Supremo Tribunal Federal

A indicação de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF) foi rejeitada pelo Senado Federal, contrariando a expectativa do PT que contava com pelo menos 45 votos favoráveis, incluindo aliados do ex-presidente Bolsonaro como Ciro Nogueira e senadores do PL.

Durante a sabatina de Jorge Messias, advogado-geral da União, para o cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), o Partido dos Trabalhadores (PT) elaborou uma lista com 45 senadores considerados certos para votar a favor da indicação. Entre esses nomes, estavam o senador Ciro Nogueira (PP), ministro da Casa Civil no governo Bolsonaro, e o senador Eduardo Gomes (PL). Além deles, o PT também apostava no voto da ex-ministra Tereza Cristina (DEM), outra aliada do ex-presidente, e contava com a suplente da senadora Flávio Dino, Ana Paula, como voto garantido. A expectativa do partido era que, mesmo com alguns votos em dúvida, a aprovação seria confirmada. Contudo, o resultado no plenário foi oposto ao esperado: Messias recebeu apenas 34 votos favoráveis e teve sua indicação rejeitada com 42 votos contrários, um fato inédito desde 1894, quando um indicado presidencial ao STF foi barrado pelo Senado. A lista do PT também incluía sete senadores do PL como indecisos, entre eles Romário, Izalci Lucas, Marcos Rogério, Wellington Fagundes, Wilder Moraes, Styverson Valentin e Zequinha Marinho. A contagem final, porém, mostrou que muitos desses parlamentares optaram pela rejeição. O líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (PT), ao tomar conhecimento da lista, alertou o Palácio do Planalto sobre a superestimação dos votos. Ele confiava mais na avaliação do presidente do Senado, David Alcolumbre, que indicava que Messias não teria mais do que 25 votos garantidos e que pelo menos 35 senadores já eram contrários à indicação. Fontes próximas à articulação do PT atribuem o erro à movimentação intensa contra a indicação ocorrida poucos dias antes da votação, embora relatos apontem que Alcolumbre já havia avisado José Dirceu, quinze dias antes da sabatina, que o nome de Messias não seria aprovado. Mesmo com essa informação, a direção do PT manteve a confiança na aprovação. Após a rejeição, Jorge Messias declarou que “a vida é assim” e manifestou indignação, atribuindo a derrota a um suposto golpe articulado por ministros do STF e senadores opositores. A derrota representa um revés significativo para o governo Lula, que buscava fortalecer sua base no Supremo Tribunal Federal com a nomeação de Messias.

Contexto

A rejeição de um indicado presidencial ao Supremo Tribunal Federal pelo Senado é um evento raro, não ocorrido desde 1894. O processo de sabatina e aprovação dos ministros do STF é tradicionalmente marcado por negociações políticas intensas, onde o apoio de senadores aliados ao governo é crucial. No caso de Jorge Messias, a expectativa do PT e do governo Lula era garantir uma maioria confortável, mas a articulação política enfrentou resistência interna e externa, incluindo a influência de senadores ligados a Bolsonaro e a movimentações contrárias lideradas por figuras como David Alcolumbre e Flávio Dino. A derrota expõe fragilidades na estratégia política do PT e pode impactar futuras indicações para o Supremo.

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