
Com a negativa de Pacheco, PT busca nomes estratégicos para garantir apoio ao presidente Lula no maior colégio eleitoral do país.
O senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) comunicou ao presidente do PT, Edinho Silva, que não será candidato ao governo de Minas Gerais nas eleições de 2026, abrindo espaço para que o partido avalie outras opções para assegurar um palanque forte ao presidente Lula no estado.
Em encontro recente com Edinho Silva, presidente do PT, o senador Rodrigo Pacheco revelou que não pretende concorrer ao governo de Minas Gerais nas próximas eleições. A decisão, que era aguardada pelo partido para definir a chapa estadual e o apoio ao presidente Lula, sinaliza uma mudança na estratégia política do PT no maior colégio eleitoral do país. Fontes próximas indicam que Pacheco tem planos alternativos, entre eles uma possível indicação para o Tribunal de Contas da União (TCU), que vem ganhando força nos bastidores políticos. O senador marcou para o final de maio o anúncio oficial sobre sua candidatura ao governo mineiro. Com a desistência de Pacheco, o PT intensifica a análise de outros nomes para a disputa estadual. Entre os cotados está Alexandre Kalil, ex-prefeito de Belo Horizonte e filiado ao PDT, que tem sido avaliado como uma opção competitiva para fortalecer o palanque de Lula em Minas Gerais. Outra alternativa considerada é o empresário Josué Alencar, filiado ao PSB-MG, que já disputou uma vaga ao Senado em 2014, obtendo mais de 3 milhões de votos. Josué é filho do ex-vice-presidente José Alencar e tem sido discutido pela direção do PT e por Lula como plano B para a corrida ao governo estadual. A preferência inicial do PT mineiro era por Pacheco, que aparece com boa pontuação nas pesquisas eleitorais. No entanto, após o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), liderar a rejeição ao nome de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF), parte do governo passou a questionar a viabilidade da candidatura do senador em Minas Gerais. Interlocutores do presidente Lula avaliam que Josué Alencar pode ser um nome competitivo e capaz de assegurar um palanque sólido para a campanha presidencial no estado. A indefinição sobre o candidato do PT em Minas Gerais ocorre em um momento crucial, já que o estado representa o maior colégio eleitoral do país e é estratégico para as eleições de 2026.
Contexto
Minas Gerais é o maior colégio eleitoral do Brasil, o que torna a definição do candidato ao governo estadual crucial para as estratégias eleitorais nacionais, especialmente para o presidente Lula, que busca consolidar apoio para sua reeleição. Rodrigo Pacheco, presidente do Senado e filiado ao PSB, vinha sendo considerado o nome preferencial do PT para a disputa, mas sua possível indicação para o Tribunal de Contas da União e a rejeição recente de um nome apoiado pelo governo no STF influenciaram a mudança de cenário. O PT agora avalia nomes como Alexandre Kalil e Josué Alencar para garantir um palanque forte e competitivo no estado.