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Política Nacional

Lula defende proibição do uso de inteligência artificial nas eleições de 2026

Presidente critica uso de IA para campanhas e reforça necessidade de transparência e verdade no processo eleitoral

Lula defende proibição do uso de inteligência artificial nas eleições de 2026

Lula defende proibição do uso de inteligência artificial nas eleições de 2026

Presidente critica uso de IA para campanhas e reforça necessidade de transparência e verdade no processo eleitoral

Durante evento em Camaçari (BA), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva manifestou apoio às limitações impostas pelo Tribunal Superior Eleitoral ao uso de inteligência artificial nas eleições de 2026 e afirmou que não aceitará a utilização dessa tecnologia em sua campanha.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reafirmou nesta quinta-feira (14) seu posicionamento contrário ao uso de inteligência artificial (IA) em campanhas eleitorais, apoiando as restrições estabelecidas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para as eleições de 2026. A declaração foi feita durante a entrega de unidades habitacionais do programa Minha Casa Minha Vida em Camaçari, região metropolitana de Salvador (BA).

Lula destacou que a regulamentação do TSE, que proíbe a publicação, republicação e impulsionamento de conteúdos produzidos ou alterados por IA nas 72 horas que antecedem a votação, é uma medida importante para preservar a autenticidade do processo eleitoral. “Se quisermos, podemos criar um ‘Lula’ artificial para fazer comícios em diversos estados ao mesmo tempo, mas isso não é verdadeiro”, afirmou o presidente, ressaltando que aprendeu valores éticos com sua mãe, Dona Lindu, e que não aceitará o uso da IA em sua campanha.

O presidente também refletiu sobre o papel da inteligência artificial em outras áreas, reconhecendo seus benefícios na saúde, educação e tecnologia, mas questionou sua necessidade nas eleições. “Na eleição, as pessoas precisam votar em algo real, de carne e osso, e não em mentiras”, disse, alertando para o risco da IA ser utilizada para disseminar informações falsas e manipulações.

A resolução aprovada pelo TSE em março de 2026 estabelece que conteúdos gerados por IA não podem ser divulgados ou impulsionados nas 72 horas anteriores ao pleito, nem nas 24 horas seguintes. Em caso de descumprimento, as plataformas digitais devem remover imediatamente o material ou podem ter seus serviços suspensos por determinação da Justiça Eleitoral.

Além disso, a norma proíbe que empresas de inteligência artificial ranqueiem, recomendem ou priorizem candidatos, partidos, federações, coligações ou campanhas eleitorais. A medida foi aprovada por unanimidade pelos ministros do TSE, que buscam garantir a integridade e a transparência do processo eleitoral diante do avanço das tecnologias digitais.

Lula afirmou ter tomado conhecimento da resolução durante a posse do ministro Nunes Marques como presidente do TSE, ocorrida na última terça-feira (12). O presidente reforçou que a utilização da IA em campanhas pode favorecer a disseminação de informações falsas, prejudicando a democracia e a confiança dos eleitores.

Com essa postura, Lula se posiciona alinhado às normas do TSE e demonstra preocupação com o impacto das tecnologias emergentes no cenário político brasileiro, defendendo um processo eleitoral pautado na verdade e na ética.

Contexto

Com o avanço das tecnologias digitais, o Tribunal Superior Eleitoral estabeleceu regras para o uso de inteligência artificial nas eleições de 2026, visando coibir a disseminação de fake news e manipulações digitais. A resolução aprovada em março proíbe a publicação e impulsionamento de conteúdos gerados por IA nas 72 horas que antecedem o pleito, além de impedir que plataformas priorizem candidaturas por meio de algoritmos. O presidente Lula manifestou seu apoio a essas medidas, ressaltando a importância de preservar a autenticidade e a transparência no processo eleitoral.

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