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Política Nacional

PF revela pagamento de bônus a grupo que intimidava desafetos de Daniel Vorcaro

Operação Compliance Zero aprofunda apurações sobre milícia digital e ameaças envolvendo policiais federais e empresário do jogo do bicho

PF revela pagamento de bônus a grupo que intimidava desafetos de Daniel Vorcaro - bônus final de ano Daniel Vorcaro

PF revela pagamento de bônus a grupo que intimidava desafetos de Daniel Vorcaro - bônus final de ano Daniel Vorcaro

Operação Compliance Zero aprofunda apurações sobre milícia digital e ameaças envolvendo policiais federais e empresário do jogo do bicho

A Polícia Federal identificou que o banqueiro Daniel Vorcaro teria pago um bônus de final de ano a integrantes do grupo conhecido como ‘A Turma’, responsável por ameaças e intimidações contra adversários, conforme decisão do ministro André Mendonça que autorizou a 6ª fase da operação Compliance Zero.

A 6ª fase da operação Compliance Zero, autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça em 14 de maio de 2026, revelou novos detalhes sobre as ações do banqueiro Daniel Vorcaro e seu núcleo operacional. Segundo a Polícia Federal, Vorcaro destinou um bônus de final de ano para os membros do grupo “A Turma”, uma milícia responsável por ameaças diretas a desafetos do empresário.

As investigações apontam que o braço operacional de Vorcaro estava dividido em dois grupos: “A Turma”, encarregada de realizar intimidações presenciais, ameaças e obtenção ilegal de dados sigilosos; e “Os Meninos”, que atuava em ataques cibernéticos, invasões de sistemas, derrubada de perfis e monitoramento telefônico ilegal.

Em dezembro de 2025, Marilson Roseno da Silva, policial federal aposentado e integrante do grupo, solicitou a chave Pix de Anderson Wander da Silva Lima, policial federal ativo na Delegacia Especial do Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro (Galeão), para efetuar um pagamento descrito como “oferenda”. A PF aponta que Marilson também prestava serviços para “A Turma” e era o operador financeiro responsável pelos pagamentos feitos a integrantes do grupo.

O núcleo “A Turma” realizava ameaças, coerções e acessos indevidos a sistemas governamentais, atuando em prol dos interesses de Vorcaro, que atualmente está preso. A estrutura paralela de vigilância e intimidação era comandada pelo banqueiro, com Marilson Roseno da Silva como líder operacional.

Além deles, a investigação inclui policiais federais e ex-integrantes da corporação. Entre os alvos estão Sebastião Monteiro Júnior, policial federal aposentado, alvo de mandado de prisão; Anderson Wander da Silva Lima, policial federal ativo, também com mandado de prisão; e a delegada Valéria Vieira Pereira da Silva, afastada do cargo e proibida de manter contato com a corporação, além de seu marido, Francisco José Pereira da Silva, policial federal aposentado, ambos alvos de busca e apreensão. Valéria e Francisco teriam repassado informações sigilosas para Marilson Roseno por meio do sistema e-Pol, plataforma interna da Polícia Federal.

A decisão judicial ainda menciona Manoel Mendes Rodrigues, conhecido como empresário do jogo do bicho no Rio de Janeiro e apontado como líder de um braço local do grupo, ampliando o alcance das investigações para além do âmbito policial.

Esses fatos revelam uma complexa rede de intimidação, corrupção e ataques digitais que envolvem agentes públicos e criminosos organizados, com o objetivo de proteger interesses ilícitos ligados a Vorcaro.

Contexto

Desde o início da operação Compliance Zero, a Polícia Federal tem investigado um esquema de milícia digital e física comandado por Daniel Vorcaro, banqueiro preso por suspeita de liderar uma rede que intimidava adversários e invadia sistemas governamentais. A 6ª fase da operação aprofundou as apurações, revelando pagamentos ilícitos e a participação de agentes da Polícia Federal, além de conexões com o jogo do bicho no Rio de Janeiro. O caso expõe a infiltração de grupos criminosos em instituições públicas e o uso de tecnologia para práticas ilegais.

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