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Política Nacional

STF arquiva investigação contra Hugo Motta e Ciro Nogueira sobre bagagens sem fiscalização em voo

Decisão do STF exclui parlamentares com foro privilegiado da apuração sobre irregularidades em desembarque no aeroporto de São Roque (SP).

STF arquiva investigação contra Hugo Motta e Ciro Nogueira sobre bagagens sem fiscalização em voo - investigação bagagens sem fiscalização

STF arquiva investigação contra Hugo Motta e Ciro Nogueira sobre bagagens sem fiscalização em voo - investigação bagagens sem fiscalização

Decisão do STF exclui parlamentares com foro privilegiado da apuração sobre irregularidades em desembarque no aeroporto de São Roque (SP).

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o arquivamento da investigação envolvendo o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e o senador Ciro Nogueira (PP-PI), sobre a entrada irregular de bagagens sem fiscalização em voo particular proveniente da ilha caribenha de São Martinho.

A investigação conduzida pela Polícia Federal apurava a entrada de bagagens no Brasil sem o devido procedimento de fiscalização, ocorrida em 20 de abril de 2025, no São Paulo Catarina Aeroporto Executivo Internacional, em São Roque (SP). O voo particular, do empresário Fernando Oliveira Lima, conhecido como Fernandin OIG, transportava, entre outros passageiros, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, e o senador Ciro Nogueira, além dos deputados Doutor Luizinho (PP-RJ) e Isnaldo Bulhões (MDB-AL).

Segundo o relatório da PF, o piloto da aeronave, José Jorge de Oliveira Júnior, teria passado pelo ponto de fiscalização com duas bagagens submetidas ao raio-x e, minutos depois, retornado com mais cinco volumes que não foram inspecionados. As imagens do circuito interno mostraram que o auditor fiscal Marco Antônio Canella permitiu a passagem dessas bagagens sem o procedimento adequado, configurando possíveis crimes de prevaricação e facilitação de contrabando ou descaminho.

No entanto, o ministro Alexandre de Moraes concluiu que não há indícios que liguem os parlamentares com foro privilegiado às irregularidades apuradas. “Não se verifica, a partir dos elementos de investigação colhidos pela Polícia Federal, qualquer envolvimento dos referidos parlamentares com as apontadas condutas ilícitas”, afirmou Moraes em sua decisão.

O ministro ressaltou que a presença dos parlamentares no voo não configura participação nos delitos investigados, destacando que eles se submeteram aos procedimentos de fiscalização corretamente. Com isso, a apuração contra Hugo Motta, Ciro Nogueira, Doutor Luizinho e Isnaldo Bulhões foi arquivada pelo STF.

As investigações sobre os demais envolvidos, que não possuem foro privilegiado, foram encaminhadas para a 1ª Vara Federal de Sorocaba (SP) para continuidade dos procedimentos judiciais.

Em nota ao g1, Hugo Motta afirmou que cumpriu todos os protocolos legais ao desembarcar e aguarda manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR). Doutor Luizinho preferiu não comentar o caso, enquanto os demais parlamentares não se manifestaram até o momento.

O caso ganhou repercussão após a CPI do Senado que investigava o empresário Fernandin OIG, relacionado ao episódio das bagagens não fiscalizadas. A Polícia Federal e o Ministério Público Federal de São Paulo avaliaram que, devido à presença de autoridades com foro no STF, a Corte deveria analisar o caso para decidir sobre o prosseguimento das investigações.

Contexto

A investigação teve início após imagens e denúncias apontarem que um piloto teria passado com cinco volumes de bagagens sem a fiscalização obrigatória no desembarque em São Paulo. A Polícia Federal apurava se houve conivência de servidores públicos e se parlamentares estavam envolvidos. O caso envolveu autoridades com foro privilegiado, o que levou a análise do STF. A decisão de arquivamento para os parlamentares reforça a necessidade de provas concretas para responsabilização, enquanto a apuração continua para os demais envolvidos sem foro especial.

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