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Política Nacional

Davi Alcolumbre decide não receber Jorge Messias no gabinete antes da votação no Senado

Decisão do presidente do Senado ocorre após divulgação de conversa informal e gera repercussão na indicação ao STF

Davi Alcolumbre decide não receber Jorge Messias no gabinete antes da votação no Senado

Davi Alcolumbre decide não receber Jorge Messias no gabinete antes da votação no Senado

Decisão do presidente do Senado ocorre após divulgação de conversa informal e gera repercussão na indicação ao STF

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), informou que não irá receber o indicado ao Supremo Tribunal Federal (STF), Jorge Messias, em seu gabinete antes da votação no plenário marcada para esta quarta-feira (29). A decisão surpreendeu o Palácio do Planalto, que via no encontro um sinal de apoio institucional importante para a aprovação da indicação.

Davi Alcolumbre, presidente do Senado Federal, comunicou a senadores que não pretende realizar um encontro com Jorge Messias, indicado pelo presidente Lula para o Supremo Tribunal Federal (STF), antes da votação no plenário prevista para esta quarta-feira (29). O encontro, que seria realizado no gabinete da presidência do Senado, era aguardado como um gesto simbólico de apoio e pacificação política por parte do governo federal. A decisão foi transmitida ao senador Weverton Rocha (PDT-MA), relator da indicação de Messias na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

Segundo fontes próximas ao presidente do Senado, Alcolumbre chegou a considerar a possibilidade do encontro, mas desistiu após manifestar incômodo com a divulgação de detalhes de uma conversa informal que manteve com Jorge Messias na semana anterior, na residência do ministro Cristiano Zanin, do STF. A repercussão dessa divulgação teria sido um fator determinante para a mudança de postura.

Durante a tarde desta quarta-feira, Alcolumbre cumpre agenda externa e deve retornar ao Senado apenas para conduzir a votação no plenário. A ausência do encontro institucional é interpretada como um revés para a estratégia do governo, que esperava utilizar a recepção para reforçar o apoio da liderança do Legislativo à indicação do advogado-geral da União.

Desde a aposentadoria do ministro Luís Roberto Barroso, Alcolumbre tem apoiado a indicação do senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) para a Suprema Corte. Entretanto, o presidente Lula escolheu Jorge Messias para a vaga, enquanto articula a candidatura de Pacheco ao governo de Minas Gerais. Apesar das divergências, a assessoria de Alcolumbre declarou que o presidente do Senado não tem atuado contra a nomeação de Messias.

Após a análise na CCJ, a indicação de Jorge Messias seguirá para votação no plenário do Senado, onde será necessária a aprovação de pelo menos 41 senadores para confirmar sua nomeação ao STF.

Contexto

A indicação de ministros para o Supremo Tribunal Federal é um processo que envolve análise na Comissão de Constituição e Justiça do Senado, seguida de votação no plenário. O apoio da presidência do Senado é considerado estratégico para a aprovação dos indicados. A atual disputa política envolve o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que apoia Rodrigo Pacheco para a vaga deixada por Luís Roberto Barroso, e o presidente Lula, que indicou Jorge Messias, atual advogado-geral da União. A movimentação política ocorre em meio a articulações para eleições estaduais e mudanças na composição da Suprema Corte.

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