
Votação decisiva no Senado pode representar derrota histórica para o presidente Lula e seu indicado ao Supremo Tribunal Federal.
Na quarta-feira, 29 de abril, o Senado Federal realiza a votação para a sabatina de Jorge Messias, indicado para a vaga no Supremo Tribunal Federal deixada por Luís Roberto Barroso. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, tem articulado contra a aprovação do advogado-geral da União, buscando uma derrota inédita para o governo Lula.
O cenário político no Senado está marcado por intensa movimentação em torno da indicação de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF). A vaga em questão foi aberta após a aposentadoria do ministro Luís Roberto Barroso em outubro de 2025. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), tem se posicionado contra a aprovação do advogado-geral da União, que foi a escolha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Ao longo das últimas semanas e especialmente no dia da votação, Alcolumbre intensificou articulações políticas para impedir que Messias obtenha os 41 votos necessários para ser aprovado no plenário do Senado. Fontes próximas ao presidente do Senado revelaram que ele considera o dia 29 de abril como um momento histórico, não pela aprovação do indicado, mas pela possibilidade de derrotar a indicação do governo.
Alcolumbre teria preferido que o presidente Lula indicasse o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) para a vaga no STF, e a escolha de Messias nunca foi bem recebida pelo presidente do Senado. Em conversas com parlamentares de diferentes espectros políticos, Alcolumbre expressou o desejo de que a derrota de Messias pudesse levar Lula a reconsiderar e indicar Pacheco. Contudo, ministros do governo afirmam que, mesmo diante de uma eventual derrota, Lula não deve atender a essa expectativa.
A votação no plenário do Senado é acompanhada com atenção por diversos setores políticos, pois o resultado poderá indicar o equilíbrio de forças entre o Executivo e o Legislativo. Se Jorge Messias for aprovado, especialmente com votos do campo conservador e evangélico, isso representará uma derrota para Alcolumbre. Por outro lado, caso a indicação não seja aprovada, será uma derrota inédita para o presidente Lula, que terá sua primeira indicação ao STF rejeitada pelo Senado.
O embate político em torno da sabatina de Jorge Messias reflete a complexidade das negociações e das disputas internas no Congresso Nacional, além de evidenciar a importância estratégica da composição do Supremo Tribunal Federal para o governo e para o Legislativo.
Contexto
A aposentadoria do ministro Luís Roberto Barroso em outubro de 2025 abriu uma vaga no Supremo Tribunal Federal, que o presidente Lula indicou para o advogado-geral da União, Jorge Messias. A sabatina e votação da indicação ocorrem no Senado, onde o presidente da Casa, Davi Alcolumbre, tem se posicionado contra a aprovação, articulando uma possível derrota para o governo. A disputa envolve interesses políticos e estratégicos, com o Senado exercendo seu papel de avaliar e aprovar indicações para o STF.