PF investiga atuação de organização criminosa que utilizava influenciadores para intimidação e ataques a autoridades e jornalistas
O empresário Thiago Miranda foi identificado pela Polícia Federal como o principal responsável pelo recrutamento e pagamento de influenciadores envolvidos em ações de assédio e intimidação, conforme revelado na 10ª fase da Operação Compliance Zero, deflagrada nesta quinta-feira (9).
A Polícia Federal realizou nesta quinta-feira (9) a 10ª fase da Operação Compliance Zero, que apura a existência de uma organização criminosa dedicada a práticas ilícitas nas redes sociais, incluindo ataques ao Banco Central e intimidação de jornalistas e autoridades. Segundo a decisão do ministro André Mendonça, que autorizou a ação, Thiago Miranda desempenhava papel central no esquema, atuando como recrutador de influenciadores digitais e responsável pelos pagamentos a esses profissionais. De acordo com a investigação, Miranda apresentava propostas financeiras a influenciadores e jornalistas, utilizando recursos provenientes de um esquema fraudulento vinculado ao Banco Master. Caso os profissionais recusassem as propostas, o grupo ameaçava divulgar informações privadas protegidas por sigilo legal, com o objetivo de intimidar e pressionar. A operação visa desarticular a rede criminosa que também estaria envolvida no monitoramento de pessoas ligadas a autoridades e na obtenção ilegal de dados sigilosos. A Polícia Federal segue com as investigações para aprofundar o entendimento sobre o alcance e a estrutura do grupo, que utilizava as redes sociais como principal meio para disseminar ataques e ameaças.
Contexto
A Operação Compliance Zero foi deflagrada pela Polícia Federal para investigar uma suposta organização criminosa que atuava na internet com o objetivo de atacar instituições públicas, como o Banco Central, e intimidar jornalistas e autoridades. Desde as fases iniciais, a operação tem revelado um esquema complexo envolvendo influenciadores digitais, jornalistas e empresários, que utilizavam recursos ilícitos para financiar campanhas de desinformação, assédio e ameaças. A 10ª fase, autorizada pelo ministro André Mendonça, destacou o papel de Thiago Miranda como um dos principais articuladores do grupo, responsável pelo recrutamento e pagamento dos envolvidos, além de ameaçar profissionais que não aceitassem participar do esquema.