
Posse do novo presidente do Tribunal Superior Eleitoral terá evento em salão na Asa Sul com participação de convidados ilustres e ex-presidentes da República.
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Nunes Marques, assume nesta terça-feira (12) a presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e promove um jantar por adesão com ingressos a R$ 800, reunindo autoridades e convidados em Brasília.
Nesta terça-feira (12), o ministro Nunes Marques, integrante do Supremo Tribunal Federal (STF), assume oficialmente a presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A cerimônia de posse está marcada para as 19h, seguida por um jantar por adesão, com ingressos comercializados a R$ 800, que ocorrerá a partir das 20h30 em um salão localizado na Asa Sul, região central de Brasília. O modelo de jantar por adesão indica que os valores arrecadados serão destinados à cobertura dos custos do evento. O convite divulgado destaca que a ocasião será uma celebração para marcar o início do mandato de Nunes Marques à frente do TSE. A venda dos convites está sendo intermediada pela Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe), que esclareceu ao g1 que atua apenas como facilitadora na comercialização, sem assumir despesas relacionadas ao jantar. Até o momento, o Tribunal Superior Eleitoral não se pronunciou sobre o evento. Tradicionalmente, a posse do presidente do TSE conta com a presença de autoridades e ex-presidentes da República. Nunes Marques convidou todos os ex-mandatários, incluindo Jair Bolsonaro e Fernando Collor, ambos em regime domiciliar e que necessitariam de autorização do ministro Alexandre de Moraes para comparecer. O histórico recente mostra que, em 2024, a então presidente do TSE, Cármen Lúcia, optou por não realizar confraternização após sua posse. Em contrapartida, Alexandre de Moraes, em 2022, promoveu um coquetel no tribunal que reuniu mais de 2 mil pessoas. Natural de Teresina, Piauí, Nunes Marques foi indicado ao STF pelo ex-presidente Jair Bolsonaro em 2020. Sua trajetória na Justiça Eleitoral teve início em 2021, quando assumiu como ministro substituto do TSE. Em 2023, tornou-se ministro efetivo da Corte Eleitoral, e em 2024 foi eleito vice-presidente do tribunal. Agora, ele comandará o TSE durante o período das eleições presidenciais de 2026, assumindo um papel central no processo eleitoral brasileiro.
Contexto
O Tribunal Superior Eleitoral é responsável por organizar e supervisionar as eleições no Brasil, garantindo a lisura e a transparência do processo. A presidência do TSE é rotativa entre ministros do Supremo Tribunal Federal, com mandato de dois anos. A posse do presidente é um evento tradicional que pode incluir cerimônias e confraternizações, variando conforme o perfil do gestor e o contexto político. Nunes Marques, indicado por Jair Bolsonaro, tem se destacado no cenário jurídico e eleitoral desde sua entrada no tribunal, assumindo a presidência em um momento crucial para o país, com eleições presidenciais previstas para este ano.