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Política Nacional

Nunes Marques concede 20 dias para PGR se manifestar sobre revisão da condenação de Jair Bolsonaro

Pedido da defesa do ex-presidente busca anular condenação e questiona competência da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal.

Nunes Marques concede 20 dias para PGR se manifestar sobre revisão da condenação de Jair Bolsonaro

Nunes Marques concede 20 dias para PGR se manifestar sobre revisão da condenação de Jair Bolsonaro

Pedido da defesa do ex-presidente busca anular condenação e questiona competência da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal.

O ministro Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou prazo de 20 dias para que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se pronuncie sobre o pedido de revisão criminal da condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro, sentenciado a mais de 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado.

Na última quarta-feira (27), o ministro do STF Nunes Marques estabeleceu um prazo ampliado de 20 dias para que a Procuradoria-Geral da República apresente parecer sobre o pedido de revisão criminal protocolado pela defesa de Jair Bolsonaro. O ex-presidente foi condenado a 27 anos e 3 meses de reclusão pelo envolvimento em uma trama para tentar derrubar o processo democrático. A solicitação da defesa, feita em 8 de maio, visa anular a sentença definitiva, alegando erros processuais e questionando a competência da Primeira Turma do STF para julgar o caso. A revisão criminal é um mecanismo jurídico excepcional que permite a reavaliação de sentenças definitivas quando há indícios de erro judiciário, e só pode ser requerida após o esgotamento de todos os recursos possíveis. Nunes Marques, que é relator do pedido, justificou a ampliação do prazo padrão de 10 para 20 dias devido à complexidade do processo, que envolve um ex-presidente da República. Em sua decisão, o ministro afirmou: “Diante da complexidade do feito, que envolve o julgamento de ex-presidente da República, entendo necessário estender o prazo previsto para manifestação do Ministério Público Federal.” A defesa de Bolsonaro argumenta que houve violação do princípio do juiz natural, apontando incompetência da Primeira Turma do STF e alegando cerceamento de defesa. Entre os pedidos estão a anulação do processo, o reconhecimento da competência originária do Plenário do STF para julgar a ação penal, a invalidação da colaboração premiada do corréu Mauro César Barbosa Cid e a absolvição do ex-presidente de todas as acusações. Atualmente, Jair Bolsonaro cumpre prisão domiciliar autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, que considerou razões humanitárias relacionadas ao estado de saúde do ex-presidente. Anteriormente, Bolsonaro estava detido no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha, dentro do Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília.

Contexto

O pedido de revisão criminal surge após o trânsito em julgado da condenação de Jair Bolsonaro, confirmada em novembro do ano passado, quando não restaram mais recursos legais para contestar a sentença. A condenação de 27 anos e 3 meses é resultado do julgamento pelo STF da participação do ex-presidente em uma tentativa de golpe de Estado, um dos episódios mais graves da recente história política brasileira. A defesa tenta reverter a decisão alegando erros processuais e questionando a competência do colegiado que julgou o caso. O tema é delicado e envolve a segurança jurídica, a independência do Judiciário e a estabilidade democrática no país.

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