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Política Nacional

Davi Alcolumbre evita aplausos a Jorge Messias durante posse de Nunes Marques no TSE

Clima tenso marca cerimônia no TSE com ausência de aplausos e gestos entre autoridades, refletindo disputas políticas recentes no Supremo e no Congresso.

Davi Alcolumbre evita aplausos a Jorge Messias durante posse de Nunes Marques no TSE

Davi Alcolumbre evita aplausos a Jorge Messias durante posse de Nunes Marques no TSE

Clima tenso marca cerimônia no TSE com ausência de aplausos e gestos entre autoridades, refletindo disputas políticas recentes no Supremo e no Congresso.

Em cerimônia de posse do ministro Nunes Marques como presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, evitou aplaudir o advogado-geral da União, Jorge Messias, evidenciando o clima de tensão política após a rejeição do nome de Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF) pelo Senado.

Na última terça-feira (12), durante a posse de Nunes Marques como presidente do Tribunal Superior Eleitoral, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), foi notado por não aplaudir o advogado-geral da União (AGU), Jorge Messias, quando este foi mencionado pelo presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Beto Simonetti. O gesto de Alcolumbre ocorre em um contexto político delicado, já que, há cerca de duas semanas, o Senado rejeitou a indicação de Messias ao Supremo Tribunal Federal, uma decisão inédita desde 1894 para uma indicação presidencial. No discurso, Beto Simonetti saudou Jorge Messias como representante da advocacia brasileira, momento que normalmente geraria aplausos unânimes. No entanto, além de Alcolumbre, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e o presidente do STF, Edson Fachin, também não manifestaram aplausos. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), por sua vez, aplaudiu brevemente. Durante o evento, Alcolumbre e Lula sentaram lado a lado, mas evitaram contato visual e qualquer interação, evidenciando o desconforto entre eles. Nunes Marques ocupou lugar oposto a Lula na mesa principal. A rejeição de Jorge Messias ao STF gerou repercussões intensas. Após a votação secreta que resultou em 42 votos contrários e 34 favoráveis, Messias afirmou a interlocutores que houve interferência direta de ministros do Supremo, citando Alexandre de Moraes e André Mendonça, para influenciar o resultado. Ele classificou o episódio como um “golpe” e anunciou que investigaria a operação que considera ter sido montada para derrubá-lo. O Palácio do Planalto, por sua vez, iniciou uma estratégia de resposta política mais agressiva, com setores do governo adotando postura combativa para enfrentar a situação. O episódio marca um momento de tensão entre os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, refletindo disputas internas e articulações políticas que impactam diretamente a composição do Supremo Tribunal Federal e o ambiente institucional do país.

Contexto

A rejeição de Jorge Messias pelo Senado para vaga no Supremo Tribunal Federal foi a primeira desde 1894 que um indicado do Executivo não foi aprovado pela Casa Alta. A decisão ocorreu após a aposentadoria do ministro Luís Roberto Barroso em outubro do ano anterior. O episódio gerou um clima de confronto entre o governo federal e parte do Congresso, além de tensões internas no Supremo. A posse de Nunes Marques na presidência do TSE, marcada por gestos e silêncios emblemáticos, reflete esse ambiente político conturbado.

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