
Investigação contra senador do PT afeta percepção pública e pode influenciar cenário eleitoral para a presidência em 2026
Levantamento divulgado em julho de 2026 pela Quaest mostra que a maioria dos brasileiros acredita que as investigações envolvendo o senador Jaques Wagner prejudicam a campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Uma pesquisa realizada pela Quaest entre os dias 10 e 13 de julho de 2026, com 2.004 eleitores, aponta que 62% da população brasileira considera que o caso envolvendo o senador Jaques Wagner (PT-BA) e o Banco Master causa prejuízo à campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Desses, 37% avaliam o impacto como muito negativo, enquanto 25% reconhecem um efeito negativo, porém menor. Apenas 22% dos entrevistados acreditam que não há dano à candidatura do chefe do Executivo, e 16% não souberam ou preferiram não responder. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%, e o estudo foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-07181/2026. A percepção de impacto negativo está diretamente relacionada à avaliação da conduta do senador Jaques Wagner. Segundo o levantamento, 61% dos entrevistados consideram que o parlamentar agiu de forma errada em sua relação com o Banco Master, enquanto apenas 11% acreditam que não houve irregularidades. O senador é acusado pela Polícia Federal de ter recebido vantagens econômicas indevidas, incluindo o uso de aeronaves privadas, ingressos para shows internacionais, a compra oculta de um apartamento de luxo e pagamentos a empresas ligadas ao seu núcleo familiar. Em contrapartida, teria atuado em favor do banco em temas legislativos, como emendas relacionadas ao crédito consignado e ao Fundo Garantidor de Créditos. O caso transcende a figura pessoal de Wagner para 43% dos brasileiros, que o veem como um problema institucional do governo Lula. Em contrapartida, 35% o interpretam como uma questão restrita ao senador. Apesar da repercussão, 54% dos entrevistados afirmaram não conhecer as investigações, enquanto 31% dizem estar bem informados e 15% ouviram falar, mas sem domínio dos detalhes. A pesquisa foi encomendada pela Genial Investimentos e também apontou que, para as eleições de 2026, Lula lidera o primeiro turno com 40% das intenções de voto, seguido por Flávio Bolsonaro com 28%. No segundo turno, o presidente aparece com 45%, contra 37% do senador. Além disso, após a divulgação de vídeos em que Michelle Bolsonaro relata ter sido humilhada por Flávio Bolsonaro, 42% dos entrevistados concordam mais com ela, enquanto 18% apoiam o senador.
Contexto
O senador Jaques Wagner, líder do governo no Senado Federal, está no centro de uma investigação da Polícia Federal que apura supostas vantagens indevidas recebidas em troca de atuação parlamentar. O caso ganhou destaque em 2026, ano eleitoral, e tem potencial para influenciar a percepção do eleitorado sobre a campanha de reeleição do presidente Lula. A pesquisa Quaest reflete o impacto dessa situação na opinião pública, evidenciando o desafio do governo em manter a confiança dos eleitores diante de denúncias envolvendo integrantes do PT.