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Política Nacional

STF suspende aplicação da Lei da Dosimetria até análise de constitucionalidade

Decisão do ministro do STF visa garantir segurança jurídica enquanto tribunal avalia ações da ABI e PSOL-Rede contra a lei

STF suspende aplicação da Lei da Dosimetria até análise de constitucionalidade

STF suspende aplicação da Lei da Dosimetria até análise de constitucionalidade

Decisão do ministro do STF visa garantir segurança jurídica enquanto tribunal avalia ações da ABI e PSOL-Rede contra a lei

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a suspensão da aplicação da Lei da Dosimetria até que o plenário da Corte julgue ações que questionam a constitucionalidade da norma, que prevê redução de penas para condenados pelos ataques golpistas de 8 de janeiro de 2023.

Na última sexta-feira (8), o ministro Alexandre de Moraes, do STF, suspendeu temporariamente a aplicação da Lei da Dosimetria, que permite a redução das penas de condenados pelos atos golpistas ocorridos em 8 de janeiro de 2023. A decisão foi tomada até que o Supremo analise as ações diretas de inconstitucionalidade (ADIs) apresentadas pela Associação Brasileira de Imprensa (ABI) e pela federação PSOL-Rede, que questionam a validade da norma.

Em sua decisão, Moraes ressaltou que a pendência do julgamento das ações no controle concentrado de constitucionalidade configura um fato processual relevante que pode influenciar os pedidos da defesa dos condenados. Por isso, recomendou a suspensão da aplicação da lei para garantir segurança jurídica, mantendo o prosseguimento regular das execuções penais conforme já transitado em julgado.

A Lei da Dosimetria foi promulgada pelo presidente do Congresso Nacional, senador Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), na mesma sexta-feira em que Moraes determinou a suspensão. A norma havia sido aprovada em 2023 e prevê a redução das penas para os envolvidos nos ataques golpistas, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado a 27 anos e três meses de prisão por sua participação na trama.

A ABI, em sua ação, solicita a suspensão imediata da lei e pede que o STF a declare inconstitucional, destacando pontos como a permissão para que crimes contra a democracia ocorridos no mesmo contexto não tenham suas penas somadas, a possibilidade de redução de pena para delitos cometidos em contexto de multidão, e alterações na progressão de regime previstas na Lei de Execução Penal. Segundo a entidade, a lei compromete a integridade do ordenamento jurídico ao banalizar ataques à democracia e desorganizar o sistema penal.

Paralelamente, a federação PSOL-Rede também requer a suspensão e eventual anulação da lei, argumentando que o texto legislativo enfraquece seletivamente a tutela penal do Estado Democrático de Direito e beneficia agentes envolvidos em graves ataques às instituições republicanas.

Como relator das ações, Moraes solicitou informações à Presidência da República e ao Congresso Nacional, que têm cinco dias para responder. Posteriormente, a Procuradoria-Geral da República (PGR) e a Advocacia-Geral da União (AGU) terão três dias para se manifestar sobre o tema.

A Lei da Dosimetria havia sofrido veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas os vetos foram derrubados pelo Congresso Nacional na semana anterior à promulgação. A suspensão da aplicação da lei pelo STF ocorre em meio a um cenário político e jurídico de grande repercussão, envolvendo condenações relacionadas aos ataques golpistas de janeiro de 2023.

Contexto

A Lei da Dosimetria foi criada com o objetivo de estabelecer critérios para a redução das penas aplicadas a condenados pelos ataques golpistas de 8 de janeiro de 2023, episódio que marcou uma tentativa de desestabilização das instituições democráticas brasileiras. O ex-presidente Jair Bolsonaro, entre outros envolvidos, foi condenado a mais de 27 anos de prisão. Após a aprovação da lei pelo Congresso e a derrubada dos vetos presidenciais, entidades como a ABI e a federação PSOL-Rede acionaram o STF, alegando que a norma viola princípios constitucionais e enfraquece o sistema penal. A decisão do ministro Alexandre de Moraes de suspender a aplicação da lei até o julgamento das ações visa preservar a segurança jurídica e garantir o respeito à Constituição Federal.

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